Condenada por tortura de ex-marido, 'Mãe Loira do Funk' passa por audiência de custódia
Ex-vereadora do Rio de Janeiro, Verônica Costa foi presa na última quinta-feira, 24; sua defesa pede a revisão criminal do caso
A ex-vereadora do Rio de Janeiro Verônica Costa, conhecida como "Mãe Loira do Funk", passa por audiência de custódia neste sábado, 26, após ter sido presa pela Polícia Civil na noite da última quinta-feira, 24. Verônica foi condenada por ter torturado o ex-marido, Márcio Costa. A audiência está prevista para acontecer às 13h, na Central de Audiência de Custódia, em Benfica.
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Condenada a 10 anos e oito meses de prisão pelo crime cometido contra o ex-marido, que aconteceu em 2011, Verônica foi encontrada em uma ação da polícia após o processo transitar em julgado. Também foram presos Bruno Chaves Ribeiro, Tatiane Chaves Ribeiro Marques e Bruno Marcelo Bahia Marques, todos relacionados ao caso.
Segundo a Polícia Civil, “Mãe Loira do Funk” planejou a tortura do ex-marido em uma casa na Zona Sudoeste do Rio. Na época, quatro pessoas invadiram o local e amarraram Márcio Costa no banheiro. Em entrevista para o jornal O Globo, em 2019, a vítima contou que teve os pés e mãos amarrados com correntes e cadeados. A ação foi seguida de agressões contra o homem.
“Me bateram. Jogaram um produto químico no meu corpo. Não sei se era gasolina ou querosene. Ficaram ameaçando colocar fogo no meu corpo. Ela ficou repetindo que eu tinha amante. Depois, falou que eu estava roubando o dinheiro dela”, contou na entrevista.
Na última sexta-feira, 25, a defesa da ex-vereadora, agora assumida pela advogada criminalista Maíra Fernandes, protocolou um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A solicitação é baseada em um boletim de ocorrência de 2010 que mostra um pedido de medida protetiva feito por Verônica contra o ex-marido, que foi negado.
Segundo o documento, ela afirmou que era agredida física e psicologicamente, além de sofrer ameaças com arma de fogo. O registro também relata a retirada de dinheiro destinado à campanha eleitoral. A nova defesa de Verônica afirma que as condições para a denúncia de uma violência contra a mulher hoje são bem diferentes das que existiam há 16 anos.
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