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Política

Como políticos de esquerda e direita reagiram ao tarifaço de Trump?

Enquanto governistas afirmam que medida fere soberania nacional, bolsonaristas culpam Lula pela tarifa imposta aos produtos brasileiros

30 jul 2025 - 18h21
(atualizado às 19h06)
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Políticos brasileiros ainda se pronunciavam sobre a punição aplicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), quando souberam da oficialização das taxas aplicadas aos produtos brasileiros pelo americano.

A guerra comercial anunciada por Trump dia 9 deste mês, que aplica a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, agora possui 694 exceções, entre suco de laranja, celulose e aviões da Embraer. Enquanto bolsonaristas culpam o governo federal pela medida, que passará a valer a partir do dia 6 de agosto, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticam o tarifaço afirmando que se trata de ataque à soberania nacional.

Entre os governistas, também ganha força o discurso de que a medida representa recuo de Trump ante o pulso firme de Lula em defender os interesses do País.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que o comunicado da Casa Branca "não deixa dúvidas de que a medida é 100% política e seu único objetivo é proteger Jair Bolsonaro das garras da lei", destacando que o texto não faz menções a questões econômicas.

O presidente em exercício do Partido dos Trabalhadores (PT), senador Humberto Costa (CE), afirmou que "Lula demonstrou que a verdadeira negociação exige diálogo, jamais submissão" e que Trump voltou atrás diante da "firmeza brasileira".

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que a medida se trata de "pressão descarada". "Faltando dois dias pro prazo da taxação, Trump resolveu atacar novamente a nossa justiça. Não é coincidência, é pressão descarada. E por mais que os capachos daqui queiram o contrário, isso só reforça o óbvio: defender a soberania do Brasil não é opção, é urgente", escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).

Trump vinculou as tarifas impostas ao Brasil ao "tratamento" que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebe do Judiciário brasileiro. Bolsonaro é réu por tramar um golpe de Estado para se manter no poder, após ser o primeiro presidente do Brasil a não ser reeleito para um segundo mandato.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a culpa do tarifaço é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o governo do petista é "fraco, omisso e sem noção de consequência". O deputado não citou Moraes ou a Lei Magnistky, destacando a dificuldade que bolsonaristas têm demonstrado em centralizar as críticas em um único nome para culpar pelo tarifaço.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que trabalhou para que os EUA sancionassem o Brasil, ainda não se pronunciou sobre a medida assinada por Trump, que deixa de fora vários dos produtos brasileiros mais exportados. Eduardo comemorou em uma série de publicações a aplicação da sanção contra Moraes, pedindo que o Congresso anistie os envolvidos no 8 de Janeiro, o que inclui seu pai.

Integrante da comitiva de senadores que foi aos EUA tentar negociar as tarifas, o senador Marcos Pontes (PL-SP) também integra o grupo que culpa Lula pelas tarifas.

"Nas reuniões aqui em Washington com os senadores americanos ficou claro: o tarifaço dos EUA tem fundamento direto no alinhamento ideológico e antiamericano do presidente Lula", escreveu.

Eduardo afirmou nesta segunda que trabalha para os senadores "não encontrem diálogo" com as autoridades americanas sobre as tarifas.

Estadão
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