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Política

Como é o presídio onde Carla Zambelli vai permanecer presa?

Prisão feminina Germana Stefanini, que faz parte do Complexo Penitenciário de Rebibbia, sofre com superlotação

1 ago 2025 - 12h58
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RIO - A Justiça da Itália decidiu, nesta sexta-feira, 1º, que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deverá aguardar o processo de extradição na prisão feminina Germana Stefanini, que faz parte do Complexo Penitenciário de Rebibbia. A penitenciária é a maior da Itália e uma das maiores da Europa.

Inaugurada em 1946 para abrigar jovens mulheres, o complexo foi administrado por freiras até 1979. O complexo é composto por três pavilhões de detenção, cada um dividido em duas seções. Quatro são destinadas a abrigar presas comuns de segurança média e uma para presas aptas para trabalho externo. A penitenciária possui uma ampla área arborizada, equipada com instalações esportivas. Duas capelas, duas bibliotecas e duas cozinhas e uma sala de jogos.

De acordo com o Ministério da Justiça da Itália, com informações atualizadas nesta quinta-feira, dia 31 de julho, o complexo penitenciário conta com 132 agentes penitenciários. O complexo tem 381 celas, sendo que 123 não estão disponíveis.

A prisão conta ainda com um teatro, três laboratórios, duas, academias e 12 salas de aula. Apesar da estrutura, o complexo sofre com superlotação. Com capacidade para receber 272 mulheres, atualmente 371 se encontram presas na penitenciária italiana, de acordo com dados do Ministério da Justiça da Itália.

O Papa Francisco visitou a prisão de Rebibbia, em Roma, em 2024, como parte das celebrações do Ano Jubilar, abrindo uma "Porta Santa" na capela do complexo penitenciário e celebrando uma missa. Essa foi a primeira vez que um papa abriu uma Porta Santa em uma prisão em um Ano Santo.

Durante a visita, o Papa Francisco lavou os pés de 12 detentos, incluindo um brasileiro, o que é considerado no catolicismo um gesto de humildade e fraternidade.

A Justiça italiana deverá analisar o pedido de liberdade de Carla Zambelli em meados de agosto. Ela foi presa na última terça- feira, 29, após permanecer escondida em um apartamento em Roma, foragida da Justiça brasileira.

Com a confirmação da prisão, o Brasil deverá formalizar o pedido de extradição da parlamentar em até 45 dias. Depois, caberá à Justiça italiana verificar se há equivalência entre os crimes pelos quais ele foi condenada na Itália e decidir pela extradição.

Estadão
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