COLUNA | Grupo do Psol critica apoio do PT a Juliana Brizola e abre caminho para candidatura de Pedro Ruas ao Piratini
Na manifestação, o grupo argumenta que, para enfrentar Luciano Zucco, é necessário apresentar um programa claramente alinhado à esquerda
O Psol do Rio Grande do Sul deve lançar candidatura própria ao governo do Estado nas eleições de 2026, rompendo com a articulação da esquerda após a decisão do PT de apoiar Juliana Brizola (PDT). A posição foi defendida em nota divulgada neste domingo (12) pelo grupo Fortalece PSOL RS, que classificou o movimento petista como uma "intervenção à direita" e afirmou que não há espaço para conciliação com forças que, segundo o texto, governam contra o povo.
Embora não indique oficialmente um nome, o documento abre caminho para a construção de uma candidatura própria do Psol ao Palácio Piratini. Entre os nomes mais cotados está o do vereador de Porto Alegre Pedro Ruas, figura histórica do partido no Estado e um dos principais quadros da legenda no Rio Grande do Sul.
Na manifestação, o grupo argumenta que, para enfrentar Luciano Zucco (PL), é necessário apresentar um programa claramente alinhado à esquerda, com propostas que incluam a reestatização de serviços como água e energia elétrica, além da oposição à privatização da gestão de escolas estaduais. A nota também reforça que o objetivo central do pleito é "derrotar a extrema-direita no Estado e no cenário nacional".
A posição do Fortalece Psol RS ainda será levada à Executiva e ao Diretório Estadual do partido, que devem deliberar sobre a estratégia eleitoral. A decisão tende a aprofundar a fragmentação no campo da esquerda gaúcha, que já vinha sendo impactado pela escolha do PT de não lançar candidatura própria ao governo estadual.