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Ciro Nogueira fica fora do Senado após 16 anos na política, em meio às investigações do caso Master

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4 out 2026 - 22h07
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Resumo
Líder do Centrão e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI) ficou fora do Senado em meio a investigações da Polícia Federal no âmbito do caso Banco Master. O senador é suspeito de receber mesadas de até R$ 500 mil e regalias de Daniel Vorcaro em troca de favores políticos para a instituição financeira. Alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, o parlamentar nega qualquer irregularidade e alega ser vítima de perseguição política.

Ciro Nogueira, do Progressistas (PP-PI), ficou de fora das cadeiras do Senado. Ciro possui uma longa trajetória na política e foi deputado federal consecutivamente de 1995 a 2011, quando assumiu o cargo de senador. Ele está em seu segundo mandato, que finaliza em janeiro de 2027. Ciro Nogueira está entre as investigações envolvendo o Caso Master, de Daniel Vorcaro.

A derrota interrompe a trajetória de um dos principais líderes do Centrão. Ciro é presidente nacional do Progressistas (PP) e foi ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL). O nome de Ciro chegou a ser cotado como vice-presidente de Flávio Bolsonaro.

Caso Master e o envolvimento com Vorcaro

Segundo investigações da Polícia Federal, Ciro teria recebido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, uma mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil em troca de favores políticos para beneficiar a instituição financeira.

A PF também inclui no inquérito festas com o banqueiro no exterior, hospedagens, voos em jatinhos, uso de imóveis e despesas pessoais pagas pelo banqueiro.

Ciro foi alvo de busca e apreensão em 7 de maio, em operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política. Raimundo Neto, irmão do Senador, e Silva Nogueira Lima, também foram alvos da operação.

Estadão
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