Centrais sindicais questionam apoio de Flávio Bolsonaro ao fim da escala 6x1
Oito centrais sindicais divulgaram nota questionando o apoio do senador Flávio Bolsonaro ao fim da escala 6x1, apontando incoerência com seu plano de governo, que preveria a revisão da medida, redução de custos trabalhistas e precarização das relações de trabalho. Em contrapartida, as entidades defenderam as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva, destacando pautas como a redução da jornada para 40 horas sem corte salarial, valorização do salário mínimo e regulação do trabalho por aplicativo.
Oito centrais sindicais divulgaram nesta quarta-feira, 14, uma nota em que questionam o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, ao fim da escala 6x1. As entidades afirmam que a mudança de posição do senador contrasta com propostas atribuídas ao seu plano de governo, que, segundo as centrais, podem precarizar as relações de trabalho. "Ele já afirmou, inclusive, que, se eleito, defenderá a revisão da medida", dizem.
O documento tece críticas quanto à jornada flexível, remuneração por hora com convocação conforme a demanda das empresas e propostas de redução de custos trabalhistas e de mudanças nas regras previdenciárias.
Em contraponto, as centrais destacam compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, como a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial, a valorização do salário mínimo e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Assinam a nota representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Pública Central do Servidor.
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