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Política

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Cármen Lúcia cancela participação na Bienal do Livro que faria nesta sexta, 11

Comunicado sobre ausência da magistrada fala em 'compromissos que exigem presença em Brasília'

11 set 2026 - 16h12
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Resumo
A ministra do STF Cármen Lúcia cancelou sua presença na Bienal do Livro de São Paulo nesta sexta-feira devido a compromissos urgentes em Brasília. A ausência ocorre em meio a uma grave crise na Suprema Corte, impulsionada por revelações sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e a quebra de sigilos do caso Master. O tribunal julgará na terça-feira um pedido de investigação contra Moraes, julgamento no qual o voto de Cármen Lúcia é considerado decisivo.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou a participação que faria, nesta sexta-feira, na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece no Anhembi.

O anúncio foi feito nas redes sociais pelo perfil oficial do tradicional evento literário paulista. "Devido a compromissos que exigem sua presença em Brasília, a ministra não poderá participar."

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A magistrada participaria de uma conversa, nesta manhã, com a antropóloga Lilia Schwarcz sobre representatividade feminina no Brasil. Pela tarde, a presença de Cármen Lúcia era esperada para um debate sobre democracia, na Arena Cultural, às 16h30.

A Bienal confirmou que, apesar da ausência da ministra do Supremo, as duas mesas seriam mantidas com os demais convidados.

Desde as últimas semanas, a Suprema Corte brasileira enfrenta a mais profunda crise institucional após o Estadão detalhar no dia 1º de setembro as principais vertentes da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, entre elas pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

Cármen Lúcia, ministra do STF, participaria de duas mesas de conversa na Bienal do Livro, em SP.
Cármen Lúcia, ministra do STF, participaria de duas mesas de conversa na Bienal do Livro, em SP.
Foto: Isabella Finholdt/Estadão / Estadão

Na virada de quinta para sexta-feira, 11, foram quebrados os sigilos de uma parte das investigações envolvendo o caso Master, incluindo 14 processos relacionados. Na próxima terça, 15, o plenário do Supremo Tribunal Federal deve se reunir para julgar o pedido do ministro André Mendonça para investigação sobre Alexandre de Moraes.

De acordo com Carolina Brígido, jornalista do Estadão, os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia são contabilizados como decisivos para sacramentar o destino de Alexandre de Moraes.

Estadão
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