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Política

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Candidatos lamentam cancelamento do debate na Globo e fazem críticas a Lula, Flávio, STF e TSE

Emissora citou decisões dos ministros Gilmar Mendes, Estela Aranha e Kassio Nunes Marques e falou em 'insegurança jurídica'

1 out 2026 - 22h36
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Resumo
O cancelamento do debate presidencial na TV Globo gerou forte reação dos candidatos Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e Renan Santos. Eles lamentaram a suspensão do evento e criticaram as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, acusando-os de covardia. Os postulantes também atacaram decisões recentes do STF e do TSE, alegando interferência política indevida no processo eleitoral e insegurança jurídica, enquanto Santos ainda denunciou ter sido impedido de entrar na sede da emissora.

Com o cancelamento do debate presidencial da Rede Globo nesta quinta-feira, 1º, os candidatos que participariam do encontro lamentaram a decisão da emissora. Os postulantes também criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) por se recusarem a comparecer em todos os confrontos no primeiro turno.

Em coletiva de imprensa, Ronaldo Caiado (PSD) classificou o episódio como "atentado à democracia brasileira". O candidato do PSD reprovou a postura de Lula, que se recusou a participar dos debates desde o início da campanha, e dirigiu críticas tanto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Acredito que eles desejam chegar ao ponto de uma ditadura da toga, onde eles querem se reunir e decidir quem será o presidente da República." Caiado ainda lamentou o cancelamento, dizendo que o encontro teria relevância ímpar. "Era o momento para mostrar que as pessoas precisam acreditar no voto."

Mais cedo, a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu que a Globo exibisse o púlpito vazio, onde Lula ficaria, com o nome do presidente da República.

Romeu Zema (Novo) criticou o Judiciário por entender que ministros estão fazendo política no País. "Nada contra a participação de qualquer candidato, mas sempre tivemos regras que deve ser obedecidas." O ex-governador de Minas Gerais fez referência a Renan Santos (Missão), que teve a participação no debate determinada mais cedo pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. Zema classificou as decisões judiciais como "sem pé nem cabeça". "Estamos vendo a Justiça a serviço do Lula. Estamos assistindo a uma total insegurança jurídica."

Na última terça-feira, 29, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, também proferiu uma determinação que foi interpretada como uma interferência no debate: o magistrado decidiu que os candidatos do Novo deveriam ser incluídos nos debates de televisão. A medida favoreceu Zema, que teve de ser convidado para o encontro desta quinta.

Augusto Cury (Avante) também lamentou o cancelamento do encontro da Globo, falou em insegurança jurídica e classificou a atitude de Lula, Flávio e dos tribunais como "uma crueldade". Cury dirigiu outras críticas à atuação do STF e do TSE nas últimas semanas. O escritor ainda afirmou que tanto o presidente quanto o senador se acovardaram durante a campanha. "Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, vocês amam mais o cargo do que a sociedade brasileira."

Renan Santos (Missão) publicou um vídeo pelo perfil que mantém no Instagram questionando a decisão da Rede Globo. O candidato do Missão também criticou o senador Flávio Bolsonaro: "Cancelou sua participação três minutos após minha participação ser oficializada. Olha o medo que ele tem de mim." Santos ainda afirmou que a equipe de campanha dele foi barrada de entrar na sede da emissora no Rio de Janeiro, o Projac. "Estou no carro até agora."

Estadão
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