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Política

Calheiros diz que Motta e Lira pressionaram TCU para anular liquidação do Master

Senador que presidente da Câmara e ex-presidente teriam atuado junto à corte de contas; Lira diz que senador se especializou em fake news

19 jan 2026 - 18h16
(atualizado às 18h51)
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BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta segunda-feira, 19, ter tido informações de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-comandante da Casa Arthur Lira (PP-AL) pressionaram integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) para que revertesse a liquidação do banco Master. Renan não deu detalhes sobre como teria sido essa atuação.

"Estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando o Tribunal de Contas da União, aliás, um setor do Tribunal de Contas da União, para que o Tribunal liquide a liquidação", declarou, em entrevista à Globonews. Renan é adversário político de Arthur Lira em Alagoas.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Estadão

Perguntado se Renan referia-se a Motta e Lira, o senador confirmou: "Exatamente, são as informações que eu recebi, não apenas daquele procedimento, mas de vários procedimentos outros que o Tribunal de Contas da União tornou sigilosos, que têm a mesma origem, a mesma pressão, do presidente Hugo Mota e do ex-presidente da Câmara".

Renan Calheiros disse ter visto com estranhamento decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli no caso envolvendo o banco.

"Não somos nós, do Legislativo, que vamos colocar limites no ministro Dias Toffoli, mas foi estranha a maneira como ele se apropriou da investigação e muito estranha a maneira em que ele transferiu o sigilo apurado nas investigações para o presidente do Senado", falou.

Renan Calheiros criticou a ação do Banco Central (BC) no caso. Segundo o parlamentar, a autarquia ficou de "braços cruzados". "Temos que cobrar responsabilidade do Galípolo e do Banco Central e saber por que é que eles demoraram tanto a fazer a liquidação do banco Master", declarou.

Renan disse que a CAE instalará na primeira semana de fevereiro o grupo de trabalho que supervisionará as investigações do caso Master. O grupo foi criado na semana passada com sete integrantes, sob a coordenação de Renan. O senador diz que ampliará o grupo em mais quatro integrantes, após ser procurado pelos senadores.

De acordo com o senador, o grupo ainda definirá suas prioridades, mas deverá fazer audiências públicas e pode, a depender ao plenário do Senado, pedir quebras de sigilo.

"Vamos fazer audiências públicas e vamos requisitar todas as informações sigilosas, porque a Lei Complementar 105 diz que o Banco Central e a CVM são obrigados a mandar as informações para a comissão, que cumpre um exclusivo papel fiscalizatório, mesmo que elas sejam sigilosas", falou.

À reportagem, Arthur Lira disse por meio de nota que as declarações do senador não se sustentam. "Renan Calheiros tem se especializado em criar fake news, como essa, para ganhar espaço na mídia e atacar sem provas seus adversários. Além disso, usa assuntos sérios de forma leviana para chantagear o Governo, o Parlamento e tentar limpar a própria biografia, muito manchada por mal feitos", afirmou.

Estadão
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