Caiado diz que Flávio Bolsonaro perdeu para argentino e avatar na convenção do PL: 'Nível rasteiro'
Vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito por IA e declarações de Javier Milei na convenção que oficializou a candidatura do senador à Presidência provocaram críticas e contestações na Justiça
BRASÍLIA - O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela convenção do seu partido realizada no sábado, 25, com a participação do presidente da Argentina, Javier Milei. Em declarações nesta quarta-feira, 29, em Brasília, Caiado disse que a convenção desceu a um "nível rasteiro".
"Foi uma convenção em que o candidato perdeu com a Argentina e perdeu com um avatar. Então, ali não tinha a presença do candidato. Não tinha proposta. E o pior: desce a um nível tão rasteiro de agressão que, de repente, ao invés de discutir os temas nacionais, nós estamos discutindo problemas de agressão aos Estados Unidos, com a Argentina", disse.
Na ocasião, Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e as declarações acarretaram em uma crise diplomática entre os países.
Caiado também afirmou que "quem governa não herda liderança", ao se referir ao vídeo com uso de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentado na convenção. O ex-chefe do Executivo terá que explicar ao STF se tinha conhecimento sobre o material.
Vice de Caiado na chapa, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que se espantou com a convenção e declarou que o evento fugiu dos objetivos esperados pela sociedade brasileira. "Eu vi com muito espanto a convenção", disse Kassab.
"A apresentação em inteligência artificial do ex-presidente não contribui, porque nós queremos saber o que pensa o candidato Flávio, não o seu pai, através de inteligência artificial", acrescentou.
Caiado e Kassab falaram com a imprensa após uma reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e de Televisão (Abert) e com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), onde receberam um documento com pautas das entidades.
Questionado pela imprensa se vai regulamentar as big techs e a inteligência artificial, Caiado disse que o Brasil não pode ter "uma legislação retrógrada" e afirmou ser contra "penalizar a inteligência". Na ocasião, ele também disse ser favorável a "criminalizar a pessoa que faz mau uso da plataforma" e disse que "os direitos autorais serão respeitados, sejam da imprensa, do cantor e do escritor".
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