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Política

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Caiado critica indefinição na alíquota da CBS: 'Governo não tem coragem de dizer o porcentual'

Candidato à Presidência pelo PSD prometeu investimentos em infraestrutura durante agenda com empresários do setor de transporte

12 ago 2026 - 12h31
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O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) criticou o governo Lula pela indefinição sobre o valor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), um dos tributos que substituirá o imposto sobre bens e serviços (ISS).

Segundo Caiado, a gestão federal "não tem coragem de dizer o porcentual" da cobrança, criando insegurança jurídica e prejudicando as empresas do País. "O governo deve ser transparente com quem está trabalhando e gerando empregos", disse o presidenciável.

O candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado, também fez críticas a Lula e Flávio pela ausência em debates
O candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado, também fez críticas a Lula e Flávio pela ausência em debates
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A CBS passará a ser cobrada a partir de janeiro do ano que vem, marcando o início do período de transição da reforma tributária, mas ainda não há definição sobre o valor da alíquota. O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) estima que o porcentual estará acima da projeção de 2024, que previa o recolhimento em 8,8%.

A declaração do presidenciável ocorreu durante agenda do candidato na sede da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), entidade que representa as empresas do ramo. O vice chapa, Gilberto Kassab (PSD), acompanhou o encontro.

No início da agenda, o candidato do PSD recebeu de Carlos Panzan, presidente da entidade, um estudo sobre os gargalos econômicos que afetam o setor de cargas. Entre os problemas apontados pela Fetcesp, Panzan destacou a qualidade das estradas e os custos ligados à segurança pública.

Caiado prometeu aumentar o investimento em infraestrutura, além de outras medidas para melhorar o ambiente de negócios do País. O candidato criticou o que chamou de "desfiguração" da reforma trabalhista pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prometeu retomar a discussão sobre a desoneração na folha de pagamento.

O candidato do PSD voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo modo como lidou com a revelação de que seu ex-assessor, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, recebeu um pagamento de R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, investigada por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para Caiado, ao dizer que a transação foi um mero empréstimo entre amigos, o presidente está "tapando o sol com a peneira". "Ele deu conta de normalizar a corrupção", disse o presidenciável.

Caiado também voltou a criticar Lula e o também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por "fugirem" dos debates entre candidatos a presidente. Para o ex-governador de Goiás, ao "amarelarem", os candidatos do PT e do PL prejudicam a democracia. "É algo preocupante para a democracia, que espera esse grau de transparência", afirmou. "Eles não querem esclarecer aquilo que a sociedade brasileira precisa saber neste momento", acrescentou.

Estadão
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