Cabral deixa o governo do RJ em março e cita Senado como opção
O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse nesta segunda-feira que deve deixar o governo do Estado em março. Ele também colocou seu nome a disposição do PMDB para, entre outros pleitos, concorrer ao Senado. "O Senado é a casa da federação. Seria uma honra. Meu nome está à disposição (do partido)", afirmou.
Cabral também minimizou o mau resultado que obteve na última pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira que coloca a avaliação atual do governador como a pior em seus sete anos de governo. O total de eleitores que considera o governo ótimo ou bom caiu de 25% para 20% em relação ao levantamento realizado no mês de junho. "Quem está no governo está sempre sendo analisado. Faz parte do processo democrático. Tem que respeitar a pesquisa e continuar trabalhando", afirmou.
Pré-candidato ao governo do Estado em 2014 pelo PMDB, o vice-governador Luiz Pezão também minimizou a pesquisa do Datafolha e descartou a possibilidade de o partido ceder o palanque ao possível candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves, ventilada por alguns políticos da sigla. "O PMDB tem muitas opiniões, mas a gente toca o apito e chega junto. Nós estamos com a Dilma."
No sábado, o diretório do PT no Rio anunciou que deixaria o governo Cabral. Segundo Cabral, que disse ter conversado com a presidente Dilma Rousseff pela manhã no telefone, o partido deve deixar o governo apenas em março e mantém uma boa relação dentro da coalizão. "O PT está no meu governo há anos, o PT é governo estadual", disse.
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