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Boulos diz que irá à Justiça contra desembargadora por post

17 jan 2019
18h56
atualizado às 19h21
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O líder sem-teto Guilherme Boulos, candidato derrotado à Presidência nas eleições 2018, ameaça ir à Justiça contra a desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por causa de uma postagem feita pela magistrada em suas redes sociais.

Desembargadora Marilia Castro Neves compartilha postagem de página pró-Bolsonaro com a imagem de Guilherme Boulos. A foto foi apagada das redes sociais. 
Desembargadora Marilia Castro Neves compartilha postagem de página pró-Bolsonaro com a imagem de Guilherme Boulos. A foto foi apagada das redes sociais.
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

A desembargadora compartilhou um meme do perfil Eu Apoio Bolsonaro com a foto de Boulos e a frase: "a tristeza no olhar de quem sabe que vai ser recebido na bala depois do decreto do Bolsonaro".

Segundo o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a postagem é mais um caso de desrespeito da magistrada ao princípio da imparcialidade.

"Essa desembargadora é um exemplo de como não deve se portar um magistrado. Ao invés de equilíbrio, ameaças. Tem arroubos nas redes sociais que deveriam envergonhar um adolescente. Atacou covardemente a memória de Marielle, ameaçou Jean Wyllys e agora incita a violência contra mim. Onde vai parar? Vamos tomar as providências jurídicas e esperamos que o Judiciário coloque limites a essa conduta inconsequente e flagrantemente ilegal", disse Boulos.

O MTST tem entre suas práticas a invasão de imóveis como forma de pressão sobre as autoridades para a construção de moradias populares.

Segundo ele, seus advogados ainda estudam qual medida será tomada. Marilia Castro Neves é alvo de cinco procedimentos instaurados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um deles por ter acusado a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada no ano passado, de envolvimento com criminosos, também nas redes sociais.

Segundo o CNJ, os procedimentos estão protegidos por sigilo "aguardando a prática de atos pelo Tribunal de Justiça do Rio de janeiro e pela própria representada, em obediência às regras contidas no Regimento Interno do CNJ e no Regulamento Geral da Corregedoria Nacional de Justiça, para serem apreciados e decididos".

Procurada pela reportagem, a desembargadora não quis comentar o caso. No seu perfil nas redes sociais, considerou a reação ao comentário sobre Boulos como "tipo de censura" e "discurso de ódio", alegando que "É assim que começa a ditadura".

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Estadão
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