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Bolsonaro passeia em praia sem máscara e causa aglomeração

Bolsonaro foi passar a virada do ano no Forte dos Andradas, situado no município do litoral paulista

30 dez 2020
12h40
atualizado às 12h53
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a provocar aglomeração ao sair para passear em uma praia em Guarujá, no litoral de São Paulo, e cumprimentar apoiadores na manhã desta quarta-feira, 30. Sem máscara, o mandatário abraçou e tirou fotos com dezenas de pessoas, a maioria também com o rosto desprotegido.

Foto: Reprodução

Antes de se aproximar do público, ele afirmou, em transmissão ao vivo em suas redes sociais, que "se arrisca um pouco para ver o que acontece", em referência à pandemia de covid-19.

Bolsonaro foi passar a virada do ano no Forte dos Andradas, situado no município do litoral paulista.

O chefe do Planalto voltou a se dirigir a governadores estaduais que, nas suas palavras, "teimam em fechar tudo", alegando que "seis meses de lockdown não deu certo".

"O povo está aqui na praia, muitos vão falar que tem aglomeração, mas, como eu disse lá no começo, temos que enfrentar, tomar conta dos idosos e pessoas com comorbidades e tocar a vida", sustentou o presidente.

O apelo a gestores foi feito por Bolsonaro ao comentar o fim do pagamento do auxílio emergencial a desempregados, informais e autônomos. Ele reconheceu que os beneficiários querem a renovação do auxílio, mas argumentou que a capacidade de endividamento do País teria chegado ao limite.

Falando com apoiadores amontoados junto a grades que o separavam do público, a maioria sem máscara, Bolsonaro admitiu que tem alguns momentos de relaxamento, mas, mesmo durante esse tempo, o Brasil continuaria sendo administrado.

Sem manifestação sobre vacina

Em nenhum momento o presidente comentou a demora para a vacinação nacional contra o novo coronavírus, apesar de a imunização já ter começado nos Estados Unidos, na Europa e, também, em países da América Latina.

"2020 foi um ano atípico, era para estarmos muito bem, mas lamentavelmente veio a pandemia. As consequências estão aí, endividamento grande. Temos informações que a economia está reagindo", disse o chefe do Planalto.

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Estadão
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