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Política

Bolsonaro deve ir a hospital após cair e bater cabeça na Superintendência da PF

De acordo com ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente caiu e bateu a cabeça após uma crise durante a madrugada, na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena

6 jan 2026 - 14h09
(atualizado às 16h01)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser encaminhado nesta terça-feira, 6, ao hospital DF Star, em Brasília, para realizar de exames após cair e bater a cabeça na Superintendência da Polícia Federal na capital federal.

"Estamos indo para o hospital. Meu amor passará por exames. Pedimos que orem por ele", escreveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em rede social.

Logo depois, contudo, a ex-primeira dama afirmou que estava no estacionamento do hospital, aguardando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar a ida do ex-presidente para a unidade de saúde.

Michelle afirmou, em nova publicação feita na tarde desta terça-feira, que ainda aguardava liberação no estacionamento. Segundo ela, já se passaram mais de seis horas desde o ocorrido e Bolsonaro ainda não pôde realizar os exames necessários para verificar a existência de eventual dano neurológico.

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília
Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Mais cedo, Michelle publicou que o ex-presidente caiu e bateu a cabeça após uma crise durante a madrugada, na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.

Em nova postagem na tarde desta terça-feira, a ex-primeira-dama afirmou que sua visita a Bolsonaro estava prevista para as 9h, mas que só conseguiu entrar às 10h, porque ele recebia os primeiros socorros. Segundo ela, não há confirmação sobre o horário exato da queda e Bolsonaro não se lembra por quanto tempo ficou desacordado.

A equipe médica optou por submeter Bolsonaro a exames para avaliar seu quadro. À CNN Brasil, o médico Cláudio Birolini disse que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve.

A defesa de Jair Bolsonaro formalizou nesta tarde um pedido ao STF para que autorizasse o ex-presidente a ir imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames clínicos e de imagem, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial. Os advogados reiteraram o caráter de urgência da solicitação.

Mais cedo, a defesa havia informado que Bolsonaro sofreu uma queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo. Segundo os advogados, a situação, diante do histórico clínico recente do ex-presidente, representaria risco concreto e imediato à sua saúde. A ida ao hospital, afirmam, teria como objetivo preservar sua integridade física e evitar eventual agravamento irreversível do quadro.

A Polícia Federal (PF) informou que eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do STF. A corporação confirmou que o ex-presidente recebeu atendimento médico após relatar a queda à equipe de plantão. "O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação", informou a instituição, em nota.

Bolsonaro ficou internado no Hospital DF Star, em Brasília, da véspera de Natal até o ano novo. Ele teve aval do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para passar por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. A intervenção teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.

O ex-presidente também passou por três procedimentos no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o objetivo de amenizar crises recorrentes de soluços.

Bolsonaro recebeu alta médica na última quinta-feira, 1.º, e foi levado à Superintendência da PF em Brasília para seguir cumprindo a pena de 27 anos de prisão à qual foi condenado por liderar tentativa de golpe de Estado gestado em seu governo, em 2022.

No dia seguinte, a defesa alegou que o ambiente em que o ex-presidente está preso não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde. Segundo os advogados, há um ruído contínuo do ar-condicionado na Sala de Estado-Maior da Superintendência da PF. Moraes determinou que a corporação forneça, no prazo de cinco dias, informações sobre o barulho.

Estadão
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