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Bolsonaro aglomera em Manaus após governador prever 3ª onda

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga também participou de evento com dezenas de apoiadores do presidente

23 abr 2021
14h46 atualizado às 15h58
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14h46 atualizado às 15h58
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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participaram de eventos com aglomerações, nesta sexta-feira, 23, em Manaus (AM). A passagem pela cidade ocorre no dia seguinte ao governador Wilson Lima (PSC) alertar e pedir ajuda a Queiroga para enfrentar a terceira onda da pandemia no Amazonas.

Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), durante inauguração da segunda etapa do Centro de Conveções do Amazonas Vasco Vasques, nesta sexta-feira (23) em Manaus (AM)
Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), durante inauguração da segunda etapa do Centro de Conveções do Amazonas Vasco Vasques, nesta sexta-feira (23) em Manaus (AM)
Foto: Edmar Barros / Futura Press

Bolsonaro provocou a aglomeração de dezenas de apoiadores ao chegar e ao sair dos locais de seus compromissos. Espremidos pelos seguranças da Presidência, eles tentavam abraços e fotos com o chefe do Executivo.

O presidente recebeu o título de cidadão amazonense, participou de encontro com lideranças evangélicas e da inauguração de um pavilhão no Centro de Convenções do Amazonas. Ao final desta cerimônia, Bolsonaro foi cercado por apoiadores.

Queiroga acompanhou as agendas. O ministro da Saúde é crítico das aglomerações, mas minimiza falas e gestos do presidente Jair Bolsonaro que contrariam as recomendações sanitárias.

Segundo apurou o Estadão, o governador do Amazonas discutiu com Queiroga, ontem, um plano para enfrentar a terceira onda no Estado. Há temor de nova falta de oxigênio, além de medicamentos de intubação.

O Amazonas enfrentou o auge da crise sanitária em janeiro, quando o sistema de saúde do Estado entrou em colapso e pacientes internados morreram asfixiados pelo esgotamento de oxigênio medicinal. Às vésperas de o insumo acabar, uma equipe liderada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello esteve na cidade, levando 130 mil comprimidos de hidroxicloroquina, droga sem eficácia comprovada para a covid-19.

A possível omissão do governo federal para evitar a crise no Amazonas colocou a gestão Bolsonaro em crise e sob investigações. A CPI da Covid no Senado irá apurar se a equipe de Pazuello demorou para agir.

O presidente minimizou, à época, a crise em Manaus e chegou a creditá-la à falta de uso do "kit covid". Em discurso nesta sexta-feira, 23, Bolsonaro disse que o colapso era inesperado e comemorou o fato de não haver um "lockdown nacional" contra a pandemia. "Imagine essa pandemia com (Fernando) Haddad presidente da República. Estaríamos num lockdown nacional. Graças a Deus isso não aconteceu", disse Bolsonaro.

O presidente ainda afirmou que sua equipe "colaborou e muito" para reduzir danos do colapso em Manaus e elogiou o ex-ministro Pazuello. Em seguida, disse que Queiroga dá "prosseguimento" ao trabalho do general.

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Estadão
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