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Bolsonaro "adverte" STF sobre mensagens da Vaza Jato

"Se é criminosa, é criminosa... Quebra de sigilo, se seguiu a lei, tudo bem. Não seguiu, está errado", disse o presidente

4 out 2019
11h30
atualizado às 14h14
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (4) que considera errada a eventual utilização em processos judiciais de mensagens vazadas atribuídas a integrantes da operação Lava Jato. Para ele, os dados foram obtidos por meio de quebra de sigilo de forma ilegal.

03/10/2019
REUTERS/Adriano Machado
03/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Se é criminosa, é criminosa... Quebra de sigilo, se seguiu a lei, tudo bem. Não seguiu, está errado", disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, ao ser perguntado sobre possível validação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das mensagens vazadas da Lava Jato, que foram reveladas pelo site The Intercept Brasil.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira, o STF tomará iniciativas em busca de validar juridicamente as mensagens vazadas atribuídas a procuradores da Lava Jato e ao então juiz da operação e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O tribunal vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do ministro Gilmar Mendes e com apoio de outros integrantes do Supremo, para buscar verificar a autenticidade dos arquivos, que poderão ser usados em processos se tiverem sua veracidade atestada, de acordo com a Folha.

Reportagens do The Intercept Brasil com veículos parceiros mostraram supostas mensagens do hoje ministro Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que indicaram uma cooperação entre eles. Para críticos essa cooperação seria indevida e pode levar a contestações de condenações determinadas por Moro.

O ministro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens e também negam qualquer irregularidade nelas.

A Polícia Federal prendeu em julho supostos hackers acusados de terem vazado as mensagens.

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