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Política

Atrasado e de olho no relógio: Lula adota tom mais firme em ritmo de pré-campanha

Presidente teve uma extensa agenda em cidades de São Paulo e conseguiu chegar atrasado em todos os seus compromissos

10 abr 2026 - 17h30
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‘Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata’, diz Lula ao relembrar tratamento no SUS do filho:

Já em ritmo de pré-campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no estado de São Paulo nesta sexta-feira, 10, para participar de uma série de inaugurações na área da saúde e educação. Atrasado, o chefe do Executivo discursou pouco para a imprensa, mas adotou um tom firme ao falar de questões como a importância da independência das mulheres para evitar violências. 

A primeira delas foi no Centro de Ensino, Simulação e Inovação (CESIN) do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Lula apareceu ao evento de braços dados com a primeira-dama, Janja da Silva.

Enquanto o diretor da Divisão de Cardiologia Clínica do Incor, Roberto Kalil Filho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, discursavam, o mandatário parecia preocupado com o horário, pois não parava de olhar o relógio e cochichar com a esposa. Isso porque ele e sua comissão chegaram duas horas atrasados ao evento, cuja imprensa e convidados aguardavam. 

Investimentos na saúde

Presidente Lula em eventos em São Paulo
Presidente Lula em eventos em São Paulo
Foto: Vanessa Ortiz/Terra

Já às vésperas de concorrer novamente à presidência, Lula sancionou o Projeto de Lei que institui o marco regulatório da vacina e dos medicamentos de alto custo contra o câncer no Brasil, que estabelece regras para o desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição, acesso a vacinas e inovação científica, além de acesso universal e equidade no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Além disso, também foi assinada uma portaria que destina R$ 41 milhões ao InCor para  custeio de serviços de média e alta complexidade em saúde, que serão aplicados na ampliação da capacidade de atendimento e no fortalecimento das ações assistenciais e de ensino. O investimento contribuirá para aumentar a oferta de serviços especializados e qualificar o cuidado prestado à população pelo SUS.

Logo após os anúncios, pediu desculpas por ter que correr para outro evento, mas usou o pouco tempo para enaltecer o SUS e os investimentos que serão feitos, além de criticar outras gestões pela falta de aportes financeiros direcionados para a área. 

“Nós precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de que nós somos pequenos, de que nós somos pobres, de que não temos nada, porque quem tem é os Estados Unidos, quem tem é a China. A gente nunca teve, porque nunca teve gente com disposição para fazer. A gente tem que querer ter”, declarou o chefe do Executivo. 

Lula ainda apontou que o papel do Executivo é oferecer um serviço de qualidade para a população que não pode pagar. 

“Já fui em médico quando não era nada na vida e depois quando eu era já presidente da República. Sei o tratamento que tenho nos hospitais como presidente e sei o que o povo pobre passa. O povo não deve ser tratado de forma inferior a ninguém. A minha obsessão é provar que o Estado pode ser igual ou melhor do que qualquer instituição privada”, declarou. 

Rumo ao ABC Paulista

Depois de se despedir dos convidados no Incor, Lula seguiu rumo à Santo André, para a inauguração da unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC (UFABC). Lá, ele foi recebido pela militância, enquanto estava acompanhado do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini. 

Assim como no Incor, também ocorreu a assinatura das ordens de serviço para adquirir equipamentos dos laboratórios, no valor de R$ 8 milhões, e dar início às obras da passarela que interligará o campus sede da UFABC ao novo espaço, no valor de R$ 15,3 milhões.

Sucinto, mas em um tom mais enérgico, parecendo querer levantar as dezenas de pessoas que estavam no local, Lula falou mais alto. Nos poucos minutos, o presidente destacou a importância da educação e formação, principalmente para meninas e mulheres. 

“As meninas são violentadas por assédio e outras provocações mais. A gente quer que as mulheres estudem para vocês viverem como vocês quiserem e não em troca de um prato de comida, ou de aluguel”, disse enquanto era aplaudido. 

Enquanto discursava, uma mulher gritou que iria fazer psicologia. Prontamente o chefe do Executivo disse: “Faça psicologia e cuide de mim!”, segurando a mão dela. Mais uma vez foi ovacionado e deixou o local dizendo que precisava ir para Sorocaba ainda, para mais uma inauguração. “Nem almocei ainda”, declarou ao salientar que precisava “voltar para Janja” em Brasília. Lula foi embora ao som de “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Fonte: Portal Terra
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