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Política

Arnaldo Mitouso vence eleições suplementares em Coari com 51%

20 set 2009 - 22h51
(atualizado às 23h18)
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Arnoldo Santos
Direto de Coari

O município de Coari, a 370 km de Manaus, escolheu neste domingo novos prefeito e vice-prefeito em eleição suplementar determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que o então prefeito, Rodrigo Alves (PP), e o vice-prefeito, Leondino Mendes (PTB), tiveram seus registros indeferidos por compra de votos e abuso do poder econômico. O candidato considerado de oposição, Arnaldo Almeida Mitouso (PMN), foi eleito com 51,99% do total, somando 16.256 dos votos válidos.

A disputa, que teve um calendário eleitoral organizado e cumprido nos últimos 30 dias, foi marcada por disputas no âmbito judiciário, impugnações, além do combinações inusitadas.

O candidato vencedor reuniu, numa mesma coligação, o PT (do presidente Luiz Inácio Lula da Silva), o PSDB (do governador de São Paulo, José Serra) além do DEM, PTB, PSB e PPS.

Nas urnas eletrônicas, o eleitor via as fotos de três candidatos, mas somente um poderia ser realmente eleito neste domingo. É que os dois candidatos, que acabaram perdendo, tiveram seus respectivos registros indeferidos por irregularidades junto à Justiça Eleitoral.

Os candidatos Manuel Vicente (PR) e José Lobo (PCdoB) somaram juntos 47,48% dos votos válidos. Abstenções foram consideradas altas pela coordenação do pleito. Somaram 9.030, representando 22,41% do total.

O município de Coari é o segundo no ranking de arrecadação de impostos no Estado do Amazonas, só perdendo para a própria capital, Manaus. O lugar de destaque vem dos royalties que o município recebe da Petrobras por conta da exploração do gás natural e petróleo da bacia de Urucu.

Em 2008, o município recebeu da estatal R$ 305 milhões, obtendo um orçamento milionário para um município que não tem mais do que 80 mil habitantes. A votacão deste domingo foi marcada por boatos e instrumentos não ortodoxos de propaganda.

Os tradicionais cartazes foram trocados por fotocópias de reportagens montadas relatando a suposta situação regular dos candidatos, pesquisas de boca de urna que não existiram e decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas que foram, durante toda a tarde, desmentidas pelo juiz coordenador do pleito.

As características do pleito suplementar chamou atenção das entidades ligadas ao Poder Judiciário. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mandaram observadores.

"A eleição suplementar já é algo fora do comum. E todos estes fatos que foram acontecendo durante o dia tornaram esta eleição bem diferente, mas todos os casos estão sendo apurados pela Polícia Federal e as providências serão tomadas", disse o juiz Álvaro Ferro, observador da AMB.

O TSE enviou tropas federais para garantir a segurança da população na hora do voto. Pelo menos dez pessoas foram presas por desobediência à lei seca e um fiscal de partido foi preso por propagando de boca-de-urna.

Depois que o resultado final foi anunciado, o candidato eleito visitou o cartório eleitoral para agradecer aos juízes e promotores. Ao ser perguntado sobre suas primeiras medidas ao tomar posse, Arnaldo Mitouso disse que vai pedir o bloqueio de todas as contas da prefeitura.

Considerando a relação que a prefeitura de Coari tem com a Petrobras, ele anunciou apoio à CPI da Petrobras, mesmo sendo apoiado pelo partido do presidente Lula.

"Não terei problemas de abrir as contas da prefeitura. Mesmo porque o povo precisa saber o que está sendo feito com tanto dinheiro que vem dos royalties pago pela Petrobras e porque o município está na situação atual", finalizou. A posse do prefeito eleito está marcada para o dia 17 de outubro.

Fonte: Especial para Terra
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