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Araújo nega que política do Itamaraty atrapalhou pandemia

Ex-chanceler disse ainda não se recordar de "divergências" de opiniões entre a pasta que chefiava e Bolsonaro a respeito da pandemia

18 mai 2021 10h48
| atualizado às 10h57
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O ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou nesta terça-feira à CPI da Covid que a política do Ministério das Relações Exteriores não ofereceu "percalço" ao governo para que cumprisse suas incumbências durante a pandemia do novo coronavírus, e disse que o Itamaraty atuou em coordenação com o Ministério da Saúde.

Em sua apresentação inicial, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirma que 30 milhões de doses de vacinas estavam disponíveis ao fim de sua gestão no Itamaraty
Em sua apresentação inicial, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirma que 30 milhões de doses de vacinas estavam disponíveis ao fim de sua gestão no Itamaraty
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

O ministro negou que tenha recebido alguma orientação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, para a condução da política externa na pandemia, ou que o governo trabalhasse com um "plano único", mas explicou que as diretrizes foram sendo definidas ao longo do tempo.

Araújo disse ainda não se recordar de "divergências" de opiniões entre a pasta que chefiava e Bolsonaro a respeito da pandemia.

Sobre a aquisição de vacinas, explicou que a estratégia foi definida a partir de avaliação do Ministério da Saúde e que abrangia os imunizantes de Oxford/AstraZeneca e do consórcio Covax. O ex-ministro destacou a China e a Índia como países que mais têm cooperado com o Brasil no caso das vacinas.

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