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Política

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Após guerra de decisões no TSE, Kassio pede análise de canal 'Exército do Lula'

12 out 2026 - 11h14
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Resumo
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a análise urgente do canal de WhatsApp "Exército do Lula", coordenado por André Janones, acusado pela campanha de Flávio Bolsonaro de propagar desinformação. O pedido ocorre após um vaivém de decisões no tribunal, no qual Nunes Marques chegou a suspender o canal de 3,7 milhões de inscritos, mas a ordem acabou revogada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva por falta de provas suficientes para justificar o bloqueio integral.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira, 12, que área técnica da Corte faça uma análise do canal "Exército do Lula", no WhatsApp, com "máxima urgência".

O canal, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação.

Ao apresentar motivos pelos quais o canal deveria ser derrubado, a campanha de Flávio citou oito publicações que repetiam conteúdos já proibidos pela TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada.

Entre elas, a informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para os advogados de Flávio, a estrutura no WhatsApp reproduz uma "sistemática de desinformação" que foi atacada pelo TSE nas eleições de 2022.

A determinação de Nunes Marques à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação é para que a unidade informe sobre conteúdos falsos já atacados pelo TSE e se identificou "eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação".

Na véspera da nova decisão de Nunes Marques, o caso "Exército do Lula" motivou uma guerra de decisões no TSE, com reclamações das duas campanhas.

Primeiro, Nunes Marques, mandou tirar o canal do ar, atendendo a pedido da campanha de Flávio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão do colega. Cueva considerou que os elementos apontados pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal.

No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de postagens no Instagram e no Facebook com a mensagem "se Flávio Bolsonaro vencer, você perde".

Estadão
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