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Política

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Após embates com Mendonça e Nunes Marques, Gilmar defende evitar politização do TSE

Ministro do STF destaca a importância de uma Justiça Eleitoral imparcial e critica tentativas de proselitismo partidário

19 set 2026 - 20h07
(atualizado às 20h57)
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Resumo
Após atritos recentes com André Mendonça e Kassio Nunes Marques — atuais vice e presidente do TSE —, o ministro do STF Gilmar Mendes defendeu publicamente blindar a Corte Eleitoral da politização e do proselitismo partidário. Gilmar cobrou imparcialidade, pediu fiscalização de partidos e do Ministério Público sobre a conduta dos magistrados e reafirmou o papel supervisor do STF, em meio ao acirramento de tensões internas decorrentes de debates sobre investigações envolvendo Alexandre de Moraes.
Gilmar Mendes no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
Gilmar Mendes no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
Foto: Rosinei Coutinho & Alejandro Zambrana | STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez uma defesa enfática da Justiça Eleitoral e disse, em postagem nas redes sociais, que é preciso proteger o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do risco de politização.

"Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure", escreveu Gilmar.

De acordo com o ministro, é preciso que o TSE continue a coibir práticas abusivas nas eleições. "Para tanto, é indispensável uma atuação altiva, imparcial e apartidária, cujo único compromisso seja com a Constituição e com as leis. O STF, por sua vez, continuará a atuar como instância de supervisão, com a firmeza que o momento exige, intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição", afirmou Gilmar.

A declaração ocorre na esteira de uma semana tensa no STF. Na sessão em que os ministros debatiam a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes, Gilmar e André Mendonça tiveram posições opostas.

Em postagem na quinta-feira, 17, Gilmar acusou Mendonça de buscar ganho político com a crise no STF ao divulgar um vídeo nas redes sociais agradecendo apoio popular. Mendonça rebateu.

Em outro foco de tensão, Gilmar foi bloqueado no WhatsApp pelo ministro Kassio Nunes Marques após uma discussão.

Nunes Marques é o atual presidente do TSE e Mendonça, o vice-presidente da Corte Eleitoral.

Estadão
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