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Política

Após acusar Bolsonaro de ter 'roubado móveis', governo constata que nenhum item do Alvorada foi extraviado

No início do mandato, Lula chegou a acusar Bolsonaro e Michelle de terem “levado tudo” e gastou R$ 196 mil para recomprar peças ‘perdidas’

20 mar 2024 - 15h37
(atualizado em 21/3/2024 às 10h10)
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O Palácio da Alvorada, em Brasília, é a residência oficial da Presidência da República
O Palácio da Alvorada, em Brasília, é a residência oficial da Presidência da República
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Estadão

Após uma longa temporada de 'guerra dos móveis', o governo constatou que nenhum móvel ou bem do patrimônio do Palácio do Alvorada foi extraviado entre a última mudança de mandato. Anteriormente, 261 bens tinham sido dados como desaparecidos. Lula chegou a culpar a família Bolsonaro de ter "levado tudo" e gastou R$ 196,7 mil para recompor as peças de luxo, até o momento, tidas como perdidas. As informações são da Folha de S. Paulo

O levantamento do patrimônio do Palácio da Alvorada referente ao período de 2022, feito pela Comissão de Inventário Anual da Presidência da República, foi realizado por três etapas. Preliminarmente, 261 bens foram citados como não localizados. Depois, no início de 2023, uma nova conferência reduziu o número de bens desaparecidos para 83.

Até que, conforme obtido pela Folha, em setembro do ano passado, os trabalhos foram finalizados e o governo constatou que nenhum móvel ou bem do patrimônio do Palácio foi extraviado.

Ao Terra, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que os itens foram encontrados em “dependências diversas da residência oficial”, sem fornecer mais detalhes.

"Ou seja, houve um descaso com onde estavam esses móveis sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente", complementa, a nota.

Além disso, a Secom reforça que os bens adquiridos por Lula passaram a integrar o patrimônio da União e serão utilizados pelos futuros chefes de Estado que lá residirem. As aquisições também estão protocoladas, com motivos e justificativas disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas -- onde é possível acessar os documentos de licitações e contratos e de contratações diretas.

Relembre

Em janeiro de 2023, o presidente Lula não se mudou para o Palácio devido à situação da residência, deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, mostrou danos encontrados no Palácio da Alvorada, em Brasília, em entrevista concedida à GloboNews. Os destaques foram tapetes e sofás rasgados, piso danificado, infiltração e, até então, a ausência de alguns móveis e obras de arte.

Tapete rasgado e sumiço de obras: Janja mostra danos no Palácio do Alvorada Tapete rasgado e sumiço de obras: Janja mostra danos no Palácio do Alvorada

A mudança de Lula e Janja para o Alvorada aconteceu apenas em 6 de fevereiro do ano passado, após o local ser reformado. Nisso, o governo de Lula gastou cerca de R$ 196 mil na compra de uma cama, dois sofás, duas poltronas e um colchão king size para o Palácio da Alvorada, segundo dados obtidos pela Folha de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação, em abril passado.

"A ausência de móveis e o péssimo estado de manutenção encontrado na mobília do Alvorada exigiram a aquisição de alguns itens. Os móveis adquiridos agora integram o patrimônio da União e serão utilizados pelos futuros chefes de Estado que lá residirem", informou a Secom, em nota, na ocasião.

Após as compras de Lula e Jajna, sem citar nomes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cutucou o casal com relação aos gastos no Palácio da Alvorada: "Os móveis estão lá. Só que, infelizmente, os que pregam a humildade, a simplicidade, não querem viver no simples, zombando e brincando com o dinheiro do contribuinte". No fim, Michelle Bolsonaro ironizou pedindo por uma 'CPI dos móveis do Alvorada'.

Ela também chegou a dar sua versão sobre o então sumiço de certos itens, explicando que o que foi removido do Alvorada por ela e o ex-presidente Jair Bolsonaro vieram da casa do Rio de Janeiro em que a família morava antes da presidência. 

Michelle complementou ter sido informada por Marcela Temer, também ex-primeira-dama, sobre a possibilidade de usar os móveis da sua própria casa no local, após o marido ter vencido as eleições. O pedido para levar a decoração da sala e dos quartos para Brasília teria sido de Laura, filha do casal.

Já sobre os móveis que estavam no Alvorada, na época ela comentou terem sido encaminhados ao depósito da presidência - onde há opções de móveis e decorações que podem ser utilizados no palácio.

Fonte: Redação Terra
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