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Política

Aloysio Nunes será candidato a vice de Aécio e PSDB terá chapa puro-sangue

30 jun 2014 - 17h56
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- ou não tem sua base política no Estado --como Fernando Henrique Cardoso (eleito em 1994 e reeleito em 1998).

“O senador Aloysio soma, e muito, sob todos os aspectos, a essa caminhada como o senador mais votado da história do Brasil”, disse Aécio, também senador e presidente do PSDB. Também é a primeira vez, em 25 anos, que o PSDB apresenta uma chapa “puro-sangue”, com candidatos tucanos tanto para a Presidência da República quanto para a vice. Em 1989, a única vez antes que isso ocorreu, a chapa ao Planalto foi encabeçada por Mário Covas, tendo o senador Almir Gabriel como candidato a vice.

O presidente do DEM, que lidera a bancada do partido no Senado, José Agripino (RN), disse aprovar a escolha e afirmou que tem participado ativamente das discussões eleitorais com Aécio.

“Eu acho que São Paulo, com 32 milhões de eleitores, é uma peça importante. Eu acho que o nome de Aloysio é um nome acima de qualquer suspeita. É um homem de grandes qualidades, teve 11 milhões de votos e ele por si só é uma garantia de perspectiva de bom resultado em São Paulo”, disse Agripino, que foi anunciado nesta segunda-feira como o coordenador-geral da campanha.

"UM SÓ OBJETIVO"

A escolha de Agripino como coordenador da campanha figura como um movimento que dá algum espaço ao partido que emprestou ao PSDB candidatos a vice em quatro eleições presidenciais, incluindo aí o tempo em que se chamava PFL.

O mineiro anunciou também os partidos que integram a coligação com o PSDB --DEM, Solidariedade, PTB, PTC, PTN, PMN e PTdoB--, dizendo que não ofereceu cargos ou participação na campanha para atrair outras legendas que acabaram fechando com a candidatura petista. Havia expectativa de que partidos como o PR e o PP, que apresentavam divisões internas, não fechassem apoio a Dilma, assim como o PSD. As três siglas decidiram pelo apoio formal à candidata do PT. Já o PTB anunciou na última hora que não apoiaria a candidatura a reeleição da presidente e entrou para a coligação tucana.

“A partir de agora somos um só grupo político com um só objetivo, que é o início de um novo ciclo de desenvolvimento, de ética e de esperança por que clamam todos os brasileiros", disse Aécio, afirmando ter palanques “estruturados” em diversos Estados. “Estamos largando muito bem.”

Em convenção do DEM na tarde desta segunda-feira, em que a entrada da sigla na coligação foi formalizada, o tucano não poupou elogios aos democratas e prometeu que a aliança entre os partidos tem a intenção de “retomar o crescimento sustentável do Brasil”.

“Queremos a política fiscal que resgate a confiança do investimento para que o país, crescendo, possa também debelar o fantasma da inflação que volta a atormentar tantos brasileiros”, afirmou Aécio.

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