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Aloysio Nunes diz que Aécio ainda é presidente do PSDB

18 mai 2017
15h56
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Ao deixar reunião da cúpula do PSDB na residência do senador Aécio Neves (MG), em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que Aécio tenha sido destituído da presidência do partido e que o PSDB esteja, neste momento, "desembarcando" do governo.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que Aécio tenha sido destituído da presidência do partido e que o PSDB esteja, neste momento, "desembarcando" do governo.
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que Aécio tenha sido destituído da presidência do partido e que o PSDB esteja, neste momento, "desembarcando" do governo.
Foto: Agência Brasil

Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, na delação premiada homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Segundo o jornal O Globo, que afirma ter tido acesso ao depoimento de Joesley, o delator contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, Fachin negou o pedido de prisão preventivas do senador, mas determinou o afastamento dele do mandato.

Segundo Nunes, a saída de Aécio da presidência do PSDB se quer foi discutida na reunião e que caberá ao senador a decisão de licenciar-se ou não. "Esta é uma prerrogativa do senador Aécio Neves, é uma prerrogativa inclusive regimental dele de, no caso de licenciar-se, indicar seu substituto", disse. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que participou do encontro na casa de Aécio, foi sugerido pela bancada do partido na Câmara para assumir a presidência do PSDB caso o senador deixe o posto.

Aloysio Nunes negou também que o partido vá deixar a base do governo e entregar seus cargos. Ele afirmou que continua ministro. "Nós esperamos um esclarecimento desta situação. Por enquanto, nós não temos se quer o conhecimento dos áudios e dos vídeos. É preciso que isso venha a público. Por enquanto, o que nós temos são fragmentos, transcrições e eu penso que essa questão não pode continuar assim. É preciso que o STF libere, o quanto antes, para que nós possamos ter a inteireza de todas as informações", disse.

Solidariedade

Além de Nunes e Sampaio, participaram do encontro na casa de Aécio os senadores tucanos Cássio Cunha Lima (PB), Antonio Anastasia (MG), José Serra (SP) e Paulo Bauer (SC).  Eles disseram que foram prestar solidariedade ao senador. "Viemos prestar nossa solidariedade e confiança nele, com a certeza de que ele vai demonstrar fatalmente a lisura de suas ações. Estamos chocados com a violência de algumas medidas que foram tomadas, como por exemplo a prisão de sua irmã [Andrea Neves] e o senador vai recorrer de todas as medidas que foram tomadas contra ele", disse Nunes.

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Agência Brasil Agência Brasil

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