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Aécio: Graça deixa Petrobras porque resolveu falar a verdade

"Falar a verdade não faz bem a ninguém neste governo", disse o senador tucano sobre uma estimativa de perda de ativos em R$ 88 bilhões

4 fev 2015
16h43
atualizado às 17h02
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Aécio Neves disse que oposição quer uma CPI mista da Petrobras.
Foto: Facebook / Reprodução

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta quarta-feira (4), em um vídeo publicado no Facebook, que Graça Foster saiu da Petrobras quando resolveu falar a verdade sobre a perda de ativos com corrupção. “Falar a verdade não faz bem a ninguém neste governo”, disse o parlamentar, derrotado nas eleições presidenciais do ano passado.

“O curioso na saída de Graça Foster da presidência da Petrobras é que depois de mais de um ano fazendo de tudo para proteger a presidente da República, sua amiga Dilma Rousseff, a presidente Graça Foster resolveu falar a verdade e, há poucos dias, admitiu no balanço da empresa uma perda de ativos de mais de R$ 88 bilhões”, disse o senador.

Em outro vídeo publicado pelo senador, Aécio promete a instalação da uma nova CPI mista da Petrobras para investigar desvios e irregularidades na estatal. A oposição conseguiu assinaturas suficientes para criar uma comissão na Câmara, mas quer também uma investigação envolvendo deputados e senadores, como foi feito no ano passado.

“A queda da presidente (da Petrobras) Graça Foster era inevitável. A presidente da República achou que mantendo Graça à frente da Petrobras ela estaria blindada das irresponsabilidades e dos desvios que ocorreram na companhia. A partir de agora, quero afiançar, estaremos instalando a CPMI no Congresso Nacional para que todos os desvios apontados continuem a ser investigados”, disse o tucano.

Líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) considerou que a saída de Graça e de outros cinco diretores não encerra a crise. Para ele, a presidente Dilma Rousseff terá dificuldade para encontrar um executivo sério para comandar uma estatal desgastada.

“O governo hoje está numa crise tão grave de governabilidade, uma crise de credibilidade, que não consegue ninguém sério que vai emprestar seu currículo e sua história de vida para presidir uma empresa que está envolvida numa escândalo de proporções estratosféricas. Nunca se viu no mundo algo parecido com isso”, disse.

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Fonte: Terra
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