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'A corrupção é causa de morte social', diz Raquel Dodge

Procuradora-geral da república falou na abertura do 3º Fórum Jurídico sobre Combate à Corrupção

22 jan 2019
16h04
atualizado às 16h42
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta terça, 22, que "a corrupção é causa de morte social". "Ela (a corrupção) fere a integridade do tecido social, ela deteriora a confiança nas relações humanas e das pessoas em relação às autoridades governamentais", disse a chefe do Ministério Público Federal.

Durante a abertura do 3.º Fórum Jurídico sobre Combate à Corrupção, em Brasília, Raquel fez um alerta dramático.

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge
29/11/2118
REUTERS/Adriano Machado
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge 29/11/2118 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

"Ela (a corrupção) mistura a coisa pública e a coisa privada", seguiu. "A corrupção inibe o crescimento econômico, dificulta o desenvolvimento, perpetua ciclo de pobreza, desestabiliza governos, mina a confiança nas instituições e na própria democracia."

Anfitriã do evento, a procuradora-geral disse que nas eleições de outubro de 2018 a população expressou sua intolerância à corrupção, que, de acordo com ela, é pauta prioritária da sociedade brasileira.

Raquel afirmou que "os brasileiros buscam respostas mais eficientes e eficazes para combater a corrupção de verbas públicas no País".

"Nas últimas eleições, a população brasileira deu uma resposta, manifestou-se nas urnas de uma forma que expressou claramente a sua intolerância à corrupção e o seu anseio de construirmos uma sociedade mais íntegra e mais honesta", afirmou.

Raquel alertou. "No Brasil e em todo o mundo, a corrupção inibe o crescimento econômico, perpetua o ciclo de pobreza, mina a confiança nas instituições e na democracia e ao longo da história abriu espaço para grupos perigosos e organizados para a prática de crimes."

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Estadão
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