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Polícia

Rio: polícia prende 4 suspeitos de fraude em seguro desemprego

20 dez 2010 - 10h14
(atualizado às 16h28)
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Luis Bulcão
Direto do Rio de Janeiro

Policiais da Delegacia Fazendária realizam nesta segunda-feira a operação Justa Causa, que combate fraudes no seguro-desemprego em municípios da Baixada Fluminense, no Rio. Sandra Soares da Conceição, 37 anos, acusada de chefiar da quadrilha, foi presa em Mesquita. A polícia também deteve outras três pessoas suspeitas de fazerem parte do esquema.

A polícia prendeu Sandra enquanto dormia em casa, na rua Eugênio Soares. Na residência, os policiais prenderam também seu ex-marido, identificado apenas como Marlon. A suposta quadrilha contaria também com a colaboração de um funcionário do posto do Sistema Nacional de Empregos (Sine) de Vilar dos Teles, Geraldo Pacheco, preso no momento em que chegava para trabalhar.

Com Sandra, os policiais apreenderam pelo menos 300 carteiras de trabalho e 600 cartões cidadão. Os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. A operação conta com a participação de 27 policiais e 10 viaturas.

Segundo a polícia, o golpe consistia na adulteração de requerimentos de pedidos de seguro-desemprego. Integrantes da quadrilha procuravam vítimas nas filas dos postos de pagamento do benefício e se ofereciam para agilizar o recebimento. Sandra, que tinha um escritório de advocacia, falsificaria carimbos das empresas, assinaturas, o valor a ser recebido e lançava os dados adulterados no sistema. O grupo é acusado de ficar com parte do seguro, ao passo que o beneficiário recebia uma quantia menor do que a devida.

De acordo com o delegado Ângelo Ribeiro, responsável pelas investigações, na maioria das vezes os valores chegavam ao máximo do benefício, três parcelas de R$ 954. A primeira parcela era recolhida pela suposta empresa, que tinha pessoas infiltradas na Caixa Econômica Federal e no Ministério do Trabalho. O delegado estima que os falsários tenham arrecadado cerca de R$ 5 milhões com o esquema. Segundo Ribeiro, os envolvidos vão responder pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e inserção de dados falsos.

"Os bandidos ficavam com o cartão das vítimas e recebiam os benefícios por elas. Para receber o valor, os desempregados tinham que ir até o escritório deles e não sabiam do golpe", disse a delegada assistente Izabela Santoni, acrescentando que as investigações começaram a pedido do Ministério do Trabalho, após denúncia de um segurado. Sandra e seu ex-marido negaram as acusações. "As pessoas me procuravam pedindo ajuda para receber o seguro e eu ajudava", disse Sandra, no momento da prisão.

O grupo agiria principalmente em Duque de Caxias, em São João de Meriti, Mesquita e em Nova Iguaçu.

(Com informações do jornal O Dia)

Fonte: Especial para Terra
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