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Polícia

Presos, manifestantes deixam quartel após invasão do Bope

4 jun 2011 - 08h32
(atualizado às 11h23)
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Por volta das 8h da manhã deste sábado, os manifestantes que passaram a madrugada dentro do quartel do Comando-Geral dos Bombeiros deixaram o local. Grande parte foi presa pela Polícia Militar conforme determinação da Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil, que informou em nota na noite de sexta-feira que os manifestantes seriam presos por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".

Após invasão da polícia, os bombeiros que ocupavam o prédio foram presos
Após invasão da polícia, os bombeiros que ocupavam o prédio foram presos
Foto: Luiz Gomes / Futura Press

Não houve resistência dos quase 2 mil manifestantes, mas durante a ação policial houve confusão e correria. A polícia usou na invasão homens da tropa de elite da corporação, da cavalaria e helicópteros. Para entrar no local, a PM usou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Alguns bombeiros e familiares deles, incluindo mulheres e crianças que engrossaram a manifestação, ficaram feridos, de acordo com os próprios rebelados. As vítimas foram levadas para hospitais da região e seguiram em seus próprios carros para unidades privadas.

A invasão da polícia ocorreu depois de mais de doze horas de negociação com os líderes do movimento. Após a retomada do quartel dos Bombeiros, líderes do movimento foram detidos. Pelos menos 12 foram colocados em micro-ônibus e levados para um quartel da PM. "Estávamos saindo tranquilamente e fomos detidos sem saber o motivo" disse um líder do movimento à Reuters. Um grande grupo de bombeiros decidiu em uma rápida assembleia ainda no pátio do quartel que só deixariam o local presos, em solidariedade aos líderes do movimento. Diversos micro-ônibus da PM foram ao local para conduzir os bombeiros até o batalhão onde estavam os chefes do movimento.

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) invadiu, por volta das 6h deste sábado, o quartel do Comando-Geral dos Bombeiros, no Centro, ocupado desde a noite de sexta-feira por dezenas que manifestantes que reivindicavam aumento salarial, vale-transporte e melhores condições de trabalho. O quartel se encontrava cercado por carros e policiais dos batalhões de Choque e da Cavalaria da Polícia Militar desde o início da noite de sexta-feira. Antes da invasão, o porta-voz dos bombeiros havia dito que os manifestantes ficariam no local até que suas exigências fossem atendidas.

A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou em nota na noite de sexta-feira que os manifestantes seriam presos por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".

Nesta manhã, o governador Sérgio Cabral, após se reunir com equipe do governo, no Palácio Guanabara, dará entrevista à imprensa sobre a conduta de manifestantes e a ação do Estado.

Os manifestantes pretendem fazer novos protestos na porta do Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado e em frente à Assembléia Legislativa do Estado de acordo com a Reuters.

Manifestação e invasão

Parte dos cerca de dois mil manifestantes que invadiram o quartel dos Bombeiros na sexta-feira fizeram um escudo humano com as mulheres que participaram do protesto para impedir a entrada da cavalaria da PM no local. Um carro que estava estacionado no pátio do quartel foi manobrado para bloquear a entrada.

Na noite de sexta-feira, o comandante do Batalhão de Choque, coronel Waldir Soares Filho, foi foi ferido na perna. "Agora a briga é com a PM", avisou o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte, ao saber da agressão. Ele foi ao pátio da corporação com colete a prova de balas e bloqueou com carro a saída do QG. Por volta das 22h, alertou que todos seriam presos se não deixassem o quartel. Mário Sérgio prendeu o ex-corregedor da PM coronel Paulo Ricardo Paul, que apoiava o protesto. O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado, Sérgio Côrtes, decidiu antecipar para hoje a volta dos EUA ao Rio.

Os bombeiros espalharam faixas, a maioria pedindo "socorro" para a categoria. Relações públicas da corporação, o coronel Evandro Bezerra afirmou que caberia à Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil decidir o que seria feito. A manifestação teve início por volta das 14h, na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Mais de 4 mil pessoas participaram do protesto, que seguiu pela área central de vias como a rua Primeiro de Março e a avenida Presidente Vargas. Os manifestantes soltaram fogos de artifício e foram acompanhados por policiais militares, mas o protesto seguiu de forma pacífica. De acordo com estimativas dos líderes da manifestação, mais de 5 mil pessoas participaram da passeata.

Os protestos de guarda-vidas começaram no mês passado, com greve que durou 17 dias e levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo revogada pela Justiça. Eles voltaram às ruas com apitaço e fogos de artifício. À tarde, pelo menos três mil protestaram na escadaria da Assembleia Legislativa (Alerj). Um dos líderes do movimento, cabo Benevenuto Daciolo, explicou que eles voltaram às ruas porque até agora não teriam recebido contraproposta do estado sobre a reivindicação de aumento do piso mínimo para R$ 2 mil. Segundo ele, os guarda-vidas recebem cerca de R$ 950.

Com informações da Reuters.

Fonte: Terra
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