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Polícia prende 5º suspeito de participar de roubo de ouro

Segundo o Deic, Marcelo José de Lima teria participado de todas as fases do ataque ao terminal de cargas em julho

22 nov 2019
12h20
atualizado às 13h06
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O Departamento de Investigações Criminais (Deic) prendeu na madrugada desta sexta-feira (22) um dos suspeitos de participar do mega-assalto ao terminal de cargas do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Segundo a investigação, Marcelo José de Lima teria participado de todas as fases do roubo, realizado em julho, de 711 quilos de ouro, 36 quilos de prata, 15 quilos esmeralda bruta, 18 relógios e um colar de luxo: o valor estimado é de R$ 117 milhões.

Duas viaturas clonadas identificadas como da Polícia Federal que foram utilizadas por quadrilha no roubo do ouro em Cumbica
Duas viaturas clonadas identificadas como da Polícia Federal que foram utilizadas por quadrilha no roubo do ouro em Cumbica
Foto: Marcelo Gonçalves / Estadão Conteúdo

Lima teria passagens anteriores por roubo a carro-forte, segundo a Polícia Civil. Ele morava no Morumbi, na zona sul de São Paulo, mas também estaria construindo uma chácara de alto padrão em Atibaia. O suspeito foi preso por policiais da Delegacia de Roubo a Banco, do Deic.

Em agosto, quando prendeu outros quatro suspeitos, o Deic trabalhava com a hipótese de ao menos 14 criminosos terem participado do ataque. Para o assalto em Cumbica, realizado na tarde de 25 de julho, os ladrões usaram viaturas clonadas da Polícia Federal, fuzis e até munição antiaérea. Rápida, a ação terminou sem que fosse preciso disparar nenhum tiro. Não houve feridos.

Na ocasião, também se levantou a possibilidade de que ouro roubado estava sendo escoado aos poucos para a China. Até o momento, a carga não foi recuperada.

Segundo a Polícia Civil, o aeroporto chega a movimentar até duas toneladas de ouro em um único dia. O assalto era planejado ao menos desde janeiro. De acordo com a investigação, a ação só foi possível após a quadrilha conseguir cooptar um funcionário do aeroporto: Peterson Patrício, de 33 anos, que está preso.

Patrício teria sido responsável por repassar informações privilegiadas ao bando, mas teria "criado obstáculos" nas duas primeiras tentativas de assalto à Cumbica, em março e na semana anterior ao ataque. Seria por esse motivo que a família dele foi sequestrada no dia que o ataque foi realizado.

Peterson Brasil, amigo de infância de Patrício, que teria sido responsável por convencê-lo participar do roubo. Ele também está detido.

Outro preso é Marcelo Ferraz da Silva, o Capim, apontado como líder da "parte operacional" da quadrilha. Segundo investigadores, ele seria "expert" em grandes assaltos e teria participado também do ataque em 2017 a dois carros-fortes na Rodovia dos Tamoios, em Jambeiro, no interior, que terminou com dois policiais militares feridos.

O último detido é Célio Dias, acusado de ter definido o local para intermediar a fuga. Ele foi autuado em flagrante por estar com um carregador de fuzil contendo projéteis calibre 7.62 mm.

Foragidos estão na lista de 'mais procurados' da Polícia Civil

O homem apontado como o "mentor intelectual" do assalto é Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, o Velho, de 56. Foragido, ele recentemente foi incluído na lista de criminosos "mais procurados" de São Paulo.

Dono de extensa ficha corrida, Pasqualini foi preso pela primeira vez em 1982 e coleciona passagens por roubo a banco e a carro-forte, segundo a Polícia Civil. Em Cumbica, no entanto, ele não teria participado diretamente do assalto e fez parte do grupo que sequestrou a família do funcionário do aeroporto.

O segundo foragido é Joselito de Souza, de 52 anos, o dono de um lava-rápido usado pela quadrilha para clonar viaturas da PF, segundo a investigação.

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Estadão
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