Adolescente investigado por estupro coletivo é considerado foragido
Justiça do Rio autorizou nesta quinta-feira, 5, um mandado de busca e apreensão contra o menor de idade
O menor de idade investigado por participação em um estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, é considerado foragido. A Justiça do Rio autorizou nesta quinta-feira, 5, um mandado de busca e apreensão contra o adolescente.
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Segundo informações do RJTV, da Rede Globo, os policiais se dirigiram até o endereço dele, no entanto, o jovem não foi encontrado. A polícia informou que ele sumiu levando documentos, equipamentos eletrônicos e até o videogame.
Ele é apontado como a "mente por trás" de pelo menos dois casos de abuso -- tendo sido o último em janeiro deste ano, com o envolvimento de outros quatro homens. A vítima foi uma jovem de 17 anos. Outros quatros suspeitos se entregaram à polícia e estão detidos
Em nota ao Terra, a Polícia Civil, por meio da 12ª DP (Copacabana), explicou que os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao adolescente infrator, nos bairros de Copacabana, na Zona Sul, e de São Cristóvão, na Zona Norte.
Ele não foi encontrado em nenhum deles e, agora, está foragido. O Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro também confirmou a informação. Ele é investigado pelo ato infracional análogo ao crime e, por ser menor de idade, sua identidade não foi divulgada.
De acordo com a GloboNews, na semana passada, a Polícia tinha feito um pedido ao Ministério Público para que o órgão representasse pela apreensão do menor. No entanto, inicialmente, o MP se manifestou contrário ao pedido, pois não viu necessidade de mandar internar investigado.
Isso ocorreu no sábado, quando havia apenas uma denúncia policial contra o adolescente. Na ocasião, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, pediu que a Justiça negasse o pedido de apreensão desse menor.
Adolescente atraiu a vítima de 17 anos
Conforme a investigação, o rapaz menor de idade é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024.
No dia do crime, em 31 de janeiro, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento.
Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal. Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida.
"Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: 'Eles te deixaram alguma marca?'. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: 'Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo.
