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Polícia

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PF suspeita que Jaques Wagner ganhou imóvel de luxo como propina do Master

Apartamento em Salvador teria valor de R$ 2,5 milhões e é citado em nova fase da operação Compliance Zero

18 jun 2026 - 12h01
(atualizado às 12h37)
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A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que acontece nesta quinta-feira, 18, apura suspeitas de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) receberia um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Wagner negociou diretamente com Augusto Lima no WhatsApp a aquisição do imóvel e passou a ele os dados para a aquisição, de acordo com a PF.

A defesa do senador não se manifestou sobre a operação até a publicação desta reportagem. Ao jornal, a defesa de Lima afirmou que as diligências são “desnecessárias”.

PF apreende US$ 49 mil em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner:

A PF encontrou diálogos que indicam a existência de uma transação, que funcionaria como uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.

O prédio onde fica o apartamento ainda está em construção e tem unidades sendo vendidas por valores a partir de R$ 1,7 milhão. O condomínio se chama Poème Horto, e fica no bairro Horto Florestal. O local é conhecido pelos empreendimentos de alto padrão. A unidade que seria destinada a Wagner seria de R$ 2,5 milhões, segundo a investigação.

A construção tem dois apartamentos por andar e comodidades como piscina, academia, quadra poliesportiva, espaço de massagens, SPA aquecido e espaço para animais de estimação.

PF faz buscas contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, em caso Banco Master:

Segundo o Estadão, o apartamento destinado a Wagner seria no 17º andar. Pelas plantas do prédio, a unidade possui cerca de 200m², com direito a quatro suítes. A PF também apura suspeitas de pagamento de propina do Master para a empresa da enteada do senador, Bonnie Bonilha.

Em documento obtido pelo Terra, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que, segundo a PF, Wagner teve vantagens econômicas indevidas, como o uso gratuito de aeronaves vinculadas a Augusto Lima ou ao Banco Master e, o recebimento de ingressos para shows no exterior de alto valor.

PF suspeita que Jaques Wagner ganhou imóvel de luxo como propina do Master
PF suspeita que Jaques Wagner ganhou imóvel de luxo como propina do Master
Foto: Montagem: Reprodução e Divulgação/mouradubeux

“De outra parte, há questões mais relevantes, quais sejam: a aquisição do apartamento do empreendimento Poème Horto, que teria sido viabilizada por estruturas societárias e financeiras interpostas e, pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar”, diz o documento.

Wagner enviou contato do gerente do empreendimento

Ainda segundo o documento, em conversas encontradas pela PF no celular de Augusto Lima, Jaques Wagner enviou a ele o contato do gerente do empreendimento com informações para a aquisição do apartamento. “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi”, escreveu.

“Cerca de seis meses depois, em 16/05/2025, Jaques Wagner encaminhou a Augusto mensagens originárias de filho ou filha, em que se solicitavam os dados do proprietário formal do imóvel para emissão de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). A mensagem finalizava com o seguinte pedido: ‘Consegue esses dados’”, diz a investigação.

No dia seguinte, Augusto Lima compartilhou com Wagner o contato de um advogado ligado ao Master que viabilizava as compras de imóveis. O apartamento foi comprado por meio de uma empresa, o que, segundo a PF, foi feito para ocultar a propriedade de Jaques. A empresa responsável pela compra recebeu recusos da Reag, gestora de fundos de investimento que tinha conexões com o Master.

Ao Estadão, a defesa de Augusto Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”.

Fonte: Portal Terra
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