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Número de mortos em presídio de Altamira sobe para 58

Corpo foi encontrado sobre escombros do presídio, segundo o IML; detentos atearam fogo em ala de facção rival

30 jul 2019
22h37
atualizado às 22h55
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SÃO PAULO - Um novo corpo foi encontrado sob escombros do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), palco de um massacre entre presos de facções criminosas, informou o Instituto Médico Legal (IML) do Pará na noite desta terça-feira, 30. Com isso, chega a 58 o número mortos no ataque. Ao menos 16 das vítimas foram decapitadas.

A matança foi resultado de um confronto entre duas facções criminosas que disputam território dentro da unidade prisional, o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV), segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). O massacre se iniciou por volta das 7 horas, quando líderes do CCA atearam fogo em uma cela que pertence a um dos pavilhões do presídio, onde ficavam integrantes do CV.

Nesta terça, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou nesta terça-feira, 30, a atuação de uma força-tarefa de intervenção penitenciária no Estado. A decisão, que atende a um apelo do governador do Pará, Helder Barbalho.

Pessoas aguardam chance de reconhecer corpo de parente diante do Instituto Médico Legal (IML) de Altamira, no Pará
Pessoas aguardam chance de reconhecer corpo de parente diante do Instituto Médico Legal (IML) de Altamira, no Pará
Foto: Daniel Teixeira / Estadão

O governo também deu início à transferência de 46 detentos suspeitos de participar do massacre. Entre os transferidos está Luziel Barbosa, conhecido como Hebraico, considerado um dos comandantes do CCA. O grupo criminoso nasceu no Pará há 11 anos e domina o tráfico na região.

Ataque

Ao menos 36 mortos no massacre foram vítima de asfixia com a fumaça do incêndio. Como a unidade é mais antiga, construída de forma adaptada a partir de um contêiner, com alvenaria, o fogo se alastrou rapidamente. Segundo Susipe, no decorrer do motim dois agentes prisionais chegaram ser feitos reféns e foram liberados. Eles não ficaram feridos.

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Estadão
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