'Macaco': Mulher é presa após injúria racial contra criança em Caruaru
Em julho de 2024, a Justiça de Pernambuco condenou a mulher por crimes de racismo praticados contra integrantes da mesma família.
Uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante na manhã desta quinta-feira, 17 de julho, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, suspeita de praticar injúria racial contra um menino de 11 anos. Segundo a Polícia Civil, ela teria ido até a residência da criança e dirigido ofensas racistas, chamando o garoto de "macaco".
A suspeita, identificada como Ilária Lindalva da Silva, foi localizada por policiais da 89ª Delegacia de Polícia, no bairro do Salgado. Após a prisão, ela foi autuada pelo crime de injúria qualificada por motivação racial e encaminhada para audiência de custódia.
De acordo com as investigações, este não foi um episódio isolado. A mulher já havia sido denunciada anteriormente por praticar ofensas racistas contra o mesmo menino e outros integrantes da família.
Suspeita já havia sido condenada por racismo
Conforme a Polícia Civil, Ilária estava em liberdade condicional e utilizava tornozeleira eletrônica quando voltou a procurar a família. O novo caso ocorreu após ela, supostamente, repetir a ofensa racial contra a criança, que hoje tem 11 anos.
Em julho de 2024, a Justiça de Pernambuco condenou a mulher por crimes de racismo praticados contra integrantes da mesma família. Na ocasião, a sentença da 4ª Vara Criminal de Caruaru fixou pena de 10 anos e seis meses de reclusão, além de um mês de detenção e pagamento de multa.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os fatos investigados tiveram início em julho de 2023, quando a acusada teria dirigido insultos racistas contra quatro membros da família, utilizando expressões como "bando de macacos" e "família de macacos". O processo também apontou ameaças e outros atos de intimidação contra as vítimas.
Na decisão, a magistrada responsável pelo caso concluiu que ficou comprovada a prática de racismo e ameaça, destacando que as ofensas foram motivadas pela cor da pele das vítimas e que a acusada mantinha comportamento hostil contra os vizinhos.
Com a nova prisão em flagrante, o caso volta a ser investigado pela Polícia Civil, enquanto a suspeita permanece à disposição da Justiça.
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