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Homem mata ex a facadas e depois atira em fiéis de igreja

Na cidade de Paracatu, em Minas Gerais, policiais foram acionados e atiraram contra o criminoso, que foi socorrido e passa por cirurgia

21 mai 2019
23h28
atualizado em 22/5/2019 às 08h09
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Um homem matou a ex-namorada e depois outras três pessoas dentro de uma igreja evangélica em Paracatu, no interior de Minas Gerais, na noite desta terça-feira, 21. Segundo o Corpo de Bombeiros, o agressor atacou a companheira a facadas dentro de casa e, em seguida, foi até a igreja, onde atirou contra outras três pessoas. O pastor também acabou ferido.

Imagem do centro de Parcatu (MG), cidade onde ocorreu o crime
Imagem do centro de Parcatu (MG), cidade onde ocorreu o crime
Foto: Google Street View/ Reprodução

Segundo a Polícia Militar, o homem, que é ex-militar das Forças Armadas, atingiu com uma faca a ex-namorada, que estava na casa da mãe dele. Na residência também estava uma irmã e a mãe do agressor. De lá, partiu para a igreja batista da cidade, onde ocorria uma reunião particular. Na igreja, ele atingiu um idoso com um tiro na cabeça e depois uma mulher.

Ao escutar os disparos, dois policiais militares que faziam a ronda na região entraram no templo. O agressor, então, fez uma terceira pessoa de refém e a matou. Nesse momento, a PM atirou contra o homem com um fuzil - o disparo o acertou na clavícula. Ao tentar fugir do tiroteio, o pastor que participava da reunião acabou ferido no pé.

De acordo com a Polícia Militar, o agressor usava uma garrucha de calibre .36, que só tem capacidade para dar um tiro de cada vez. Ele tinha ainda mais seis munições não usadas. O homem foi socorrido e, até as 23 horas de ontem, permanecia entubado.

A ex-namorada foi levada com parada cardiorrespiratória ao hospital municipal e morreu em seguida. As outras vítimas também não resistiram aos ferimentos. O pastor seguia internado na noite desta terça.

"Se a polícia não chegasse rápido, a situação seria muito pior, pois ele ainda tinha seis munições intactas", disse o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas. As causas do ataque serão investigadas. Vídeos de moradores publicados ontem nas redes sociais mostravam a aglomeração nas proximidades da igreja e perto do hospital para onde foi levado o criminoso.

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Estadão
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