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Envenenamento por mercúrio no Recife: mulher é indiciada por tentativa de homicídio

De acordo com a apuração, a motivação do crime teria sido ciúmes. A investigação aponta que a mulher não aceitava a relação de amizade entre a vítima e seu companheiro.

22 jul 2026 - 09h26
(atualizado às 09h53)
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A Polícia Civil de Pernambuco concluiu a investigação sobre o caso da artesã que teria sido envenenada com mercúrio durante um curso de artesanato realizado no Recife.

O inquérito foi finalizado com o indiciamento da principal suspeita por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.

Advogada diz que suspeita de envenenar artesã com mercúrio no Recife
Advogada diz que suspeita de envenenar artesã com mercúrio no Recife
Foto: Portal de Prefeitura

De acordo com a apuração, a motivação do crime teria sido ciúmes. A investigação aponta que a mulher não aceitava a relação de amizade entre a vítima e seu companheiro e, por esse motivo, teria colocado mercúrio na garrafa de água da artesã.

O delegado José Custódio, responsável pelo caso, afirmou que a conclusão foi baseada em um conjunto de provas técnicas reunidas ao longo de meses de investigação. Além de depoimentos, a Polícia Civil contou com exames laboratoriais, perícias químicas, análises toxicológicas e avaliações médicas de diferentes especialidades para confirmar a contaminação da vítima.

Um dos principais elementos da investigação foi uma gravação feita pela própria artesã. Desconfiada ao perceber pequenas esferas metálicas dentro da água que consumia, ela deixou o celular registrando o ambiente enquanto se ausentava da sala. As imagens mostram uma mulher se aproximando da garrafa, retirando um pequeno recipiente da roupa, despejando uma substância no interior e agitando o líquido antes de deixar o local.

Após a denúncia, a substância encontrada na garrafa passou por perícia, que confirmou a presença de mercúrio. Exames realizados na vítima também identificaram o metal no sangue e na urina, indicando exposição recente ao produto, segundo os laudos anexados ao inquérito.

Durante o interrogatório, a investigada negou qualquer participação no caso e afirmou que não adicionou nenhuma substância à água da artesã. Conforme a Polícia Civil, ela também não apresentou justificativa para a presença do mercúrio na garrafa nem documentos que indicassem eventual condição psiquiátrica.

Para os investigadores, o conjunto de provas obtidas foi suficiente para caracterizar o indiciamento por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe. Agora, caberá ao Ministério Público analisar o material produzido pela polícia e decidir se oferecerá denúncia para abertura de ação penal. A defesa da investigada informou que irá se manifestar apenas no decorrer do processo.

Portal de Prefeitura
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