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Polícia

Em carta, Elize se diz arrependida de matar executivo da Yoki

24 jun 2012 - 21h45
(atualizado às 22h00)
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Uma carta escrita na prisão por Elize Mastunaga, que confessou ter matado o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, revela que ela se sentia "ameaçada" pelo marido e afirma se arrepender de ter cometido o crime, ocorrido há exatamente um mês. "Me arrependo por ter sido tão injusta e ter cometido algo que não posso voltar. Me arrependo por aquele ato impensado que só trouxe o caos", escreveu Elize, em depoimento divulgado pelo Fantástico.

Elize deixa a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, para ser transferência ao Complexo Penitenciário de Tremembé
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Foto: Diogo Moreira/Frame / Agência Estado

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Elize afirmou que temia por sua vida e acusa Marcos Matsunaga de ter tentado matar a ex-mulher, o que teria sido feito com o uso de veneno enquanto eles ainda eram amantes. A ex-garota de programa escreveu que, desde que confessou o crime e teve sua prisão preventiva decretada, sofre com a ausência da filha do casal. "Já estou pagando pelo que fiz e com a moeda que eu mais temia: ficar longe da minha filha".

Empresário é esquartejado

Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Ela e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem. Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha. No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Fonte: Terra
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