Disputas acirradas e surpresas: o que está em jogo no segundo turno para governador em 2026
Levantamento aponta Rio Grande do Norte e Tocantins com margens apertadas, enquanto Rio de Janeiro teve definição antecipada pelo TSE
Cinco estados e o Distrito Federal definem o governo no segundo turno de 2026, com disputas muito acirradas no Rio Grande do Norte e em Tocantins, onde a diferença entre os líderes é inferior a dois pontos percentuais e abre espaço para viradas. O Rio de Janeiro teve o pleito encerrado na primeira etapa após retotalização do TSE que confirmou a vitória de Douglas Ruas e teve recursos negados pelo STF. A votação estadual mobilizará cerca de um a cada 13 eleitores brasileiros neste domingo.
Além da corrida presidencial, os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal retornam às urnas neste domingo (25) para definir o segundo turno para governador de 2026. Segundo levantamento da Justiça Eleitoral, aproximadamente um a cada 13 eleitores brasileiros participará da votação estadual, complementando os 21 chefes de Executivo já definidos no primeiro turno. Enquanto o cenário se mostra mais consolidado em praças como Acre, Amazonas, Espírito Santo e no Distrito Federal, as atenções se voltam para unidades federativas onde a disputa permanece totalmente em aberto, segundo análise feita no jornal Prime Time da CNN.
Entre os cenários mais disputados, o Rio Grande do Norte lidera a margem de incerteza com uma diferença de apenas 0,8 ponto percentual entre os primeiros colocados: Allyson Bezerra (União Brasil), que registrou 37,9% dos votos na etapa anterior, enfrenta Cadu de Lula (PT), que obteve 36,1%. Um panorama semelhante ocorre em Tocantins, onde a professora Dorinha (União Brasil) acumulou 45,5% contra 43,9% de Vicentinho Júnior (PSDB), separados por uma margem de 1,6 ponto. Especialistas apontam que essas pequenas distâncias alimentam expectativas reais de virada na reta final.
Alteração no Rio de Janeiro e panorama geral das eleições estaduais
O mapa inicial dos pleitos estaduais sofreu alterações expressivas após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e posterior retotalização de votos, resultando na exclusão do Rio de Janeiro do segundo turno. Com a medida, Douglas Ruas (PL) foi proclamado vencedor no primeiro turno, enquanto recursos judiciais interpostos por Eduardo Paes (PSD) foram rejeitados pelo Supremo Tribunal Federal. Com um número reduzido de estados decidindo o comando executivo nesta fase, analistas destacam que a mobilização no próximo domingo será decisiva para consolidar ou reverter as tendências apontadas pelas urnas.
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