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'Tenho esperança de que ele fale a verdade', diz mãe de Eliza sobre Bruno

6 mar 2013 14h13
| atualizado às 14h17
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<p>Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, chega ao Fórum de Contagem (MG) para o terceiro dia do julgamento de Bruno</p>
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, chega ao Fórum de Contagem (MG) para o terceiro dia do julgamento de Bruno
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, disse esperar que o goleiro Bruno Fernandes conte toda a verdade relacionada ao desaparecimento e morte de sua filha, em 2010. Bruno está sendo julgado no fórum de Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, como réu do caso, e vai prestar depoimento na tarde desta quarta-feira.

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"Tenho esperança de que ele fale, sim, que ele diga toda a verdade. Mas fica a dúvida se ele vai confessar mesmo", afirmou, ao chegar ao local do julgamento. Para Sônia, Bruno poderá confessar mediante a concessão de abatimento de sua pena, a exemplo do que ocorreu com Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que também era acusado pelo crime.

A mãe de Eliza comentou também o depoimento da ex-mulher de Bruno Dayanne Rodrigues, outra ré do caso. Ontem, Dayanne afirmou, em depoimento, que cuidou do neto de Sônia, enquanto Eliza era mantida em cárcere privado no sítio do ex-goleiro do Flamengo. "Ela é uma pessoa totalmente fria, arrogante. Ela não tem nada de protetora", frisou.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

Conheça as acusações e penas máximas possíveis contra os réus

Réu Acusações Pena máxima
Bruno Homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio 41 anos
Dayanne Sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio 5 anos
 

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. O julgamento de Bruno e de Dayane Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi remarcado para 4 de março de 2013. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013. 

Fonte: Especial para Terra
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