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Advogado: defesa de Elize tenta desqualificar amante de Matsunaga

30 jan 2013
15h02
atualizado às 17h44
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O depoimento de Nathalia Vila Real Lima - que manteve um caso extraconjugal com Marcos Kitano Matsunaga, assassinado em maio do ano passado - foi marcado pela tentativa de desqualificá-la como testemunha e caracterizá-la como prostituta, na opinião de seu advogado, Roberto Parentoni. Segundo ele, a defesa de Elize Matsunaga, mulher da vítima, deu "um tiro no pé" durante os questionamentos feitos à sua cliente. Nathalia foi ouvida por cerca de uma hora e meia.

A amante do empresário morto, Nathalia Lima, chegou ao Fórum de capuz e óculos escuros para depor. Ela não falou com a imprensa
A amante do empresário morto, Nathalia Lima, chegou ao Fórum de capuz e óculos escuros para depor. Ela não falou com a imprensa
Foto: Diogo Moreira / Frame

"Resumidamente a defesa deu um tiro no pé. A Nathalia foi arrolada pela defesa com perguntas impertinentes ao caso", disse ele. O advogado deu a entender que, durante o tempo todo, a defesa de Elize tentou caracterizar Nathalia como prostituta. "Foram perguntas impertinentes ao caso. Que horas saía, que hora entrava em casa. Isso para desmoralizar a mulher. Infelizmente, a gente vê isso. Às vezes a mulher é mal interpretada", disse ele.

O advogado exemplificou a situação com a de uma pessoa que é submetida a um teste de DNA para verificar a paternidade. "Você denigre a imagem da mulher. A questão é se é filho ou não é filho. Se a mulher é ou não é, é uma questão pessoal. A questão é como era o relacionamento do Marcos com a Natália e como ela vivia com a Elize", disse Parentoni.

Durante o seu depoimento, Nathalia afirmou que esteve com Matsunaga na véspera do crime e que ele deu dinheiro a ela para a blindagem de seu carro. "Foi um pedido do Marcos para a segurança da Nathalia", afirmou o advogado.

Ela disse ao juiz Adilson Paukoski Simoni que Matsunaga sempre foi carinhoso com ela e quem sabe "poderiam viver juntos". "A vida da moça mudou de uma hora para a outra. Ela tem muito medo. De se expor, de as pessoas a reconhecerem na rua. Parou a vida dela", afirmou Parentoni.

Empresário é esquartejado
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado.

Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem.

Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha.

No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Fonte: Terra
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