PF diz que máfia italiana ofereceu 250 mil euros pela 'cabeça' de influencer
Paula Simões, que foi presa, era casada com um integrante da 'Ndrangheta
A Polícia Federal revelou que a máfia italiana 'Ndrangheta ofereceu cerca de R$ 1,4 milhão pela morte da influenciadora Paula Simões, presa por tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, ela assumiu o comando do esquema criminoso após a prisão do marido e do sogro, membros da organização. O motivo da ameaça envolveria dívidas de carregamentos de cocaína, a ostentação de uma vida luxuosa com dinheiro do narcotráfico e um relacionamento extraconjugal com seu advogado, também detido.
A Polícia Federal (PF) revelou que Paula Simões, influenciadora digital presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas ligado à máfia italiana 'Ndrangheta, teve sua "cabeça" avaliada em aproximadamente R$ 1,4 milhão.
A descoberta das ameaças feitas pela alta cúpula da organização criminosa calabresa contra a mulher ocorreu após as prisões de seu marido, Patrick Assisi, e de seu sogro, Nicola Assisi, há cinco anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os dois italianos são apontados pelas autoridades como integrantes da 'Ndrangheta e antigos chefes do esquema.
O preço que a máfia colocou pela "cabeça" da influenciadora brasileira estaria relacionado ao fato de ela ter passado a levar uma vida de luxo, ao lado do advogado Patrick Cardoso, com dinheiro proveniente do narcotráfico. O homem também foi detido sob suspeita de envolvimento no esquema. As ameaças teriam se intensificado após a descoberta de um suposto relacionamento extraconjugal entre os dois.
A PF também apontou que a 'Ndrangheta chegou a alertar a brasileira, que assumiu a liderança das atividades do marido, de que a logística do esquema poderia ser alvo de retaliações caso ela não se afastasse do advogado. Além disso, a influencer teria sido pressionada a quitar dívidas referentes a carregamentos de drogas já enviados.
Paula, segundo os investigadores, tinha um papel importante na intermediação do contato entre fornecedores da América do Sul e investidores na Europa. Ela, que tinha quase 30 mil seguidores no Instagram e usava o codinome "Chanel" em um aplicativo de mensagens criptografadas, coordenava carregamentos de cocaína destinados ao exterior.
Nas redes sociais, a influenciadora costumava fazer publicações sobre diversos assuntos do cotidiano, como cuidados estéticos e vídeos de dança. .
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