3 eventos ao vivo

Nada pode impedir ou protelar saída de Lula, diz advogado

8 nov 2019
12h06
atualizado às 12h17
  • separator
  • 0
  • comentários

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera que seja expedido rapidamente o alvará de soltura do petista após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a prisão após condenação em segunda instância, e considera que qualquer ato protelatório teria motivação política, disse nesta sexta-feira o advogado de defesa Cristiano Zanin após se reunir com Lula.

Advogados Cristiano Zanin e Valeska T. Martins, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em frente ao prédio da PF em Curitiba
08/11/2019
REUTERS/Rodolfo Buhrer
Advogados Cristiano Zanin e Valeska T. Martins, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em frente ao prédio da PF em Curitiba 08/11/2019 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Foto: Reuters

Zanin visitou Lula na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril do ano passado no âmbito da operação Lava Jato, após ingressar com pedido de liberdade imediata do petista mais cedo nesta sexta-feira.

"O que nós estamos pedindo é que haja a expedição imediata do alvará de soltura, porque não há respaldo jurídico para manter o ex-presidente Lula por uma hora sequer. A partir do julgamento realizado ontem pela Suprema Corte, que é público e notório, não há nada que possa, neste momento, impedir ou protelar uma decisão que determine a expedição do alvará de soltura. Qualquer ato protelatório, ao nosso ver, dará contornos políticos ainda maiores ao processo", disse Zanin.

Segundo o advogado, Lula está muito sereno e considera que a decisão do STF deu uma "luz de esperança" de que possa haver Justiça no caso dele. Além do pedido de liberdade, a defesa do ex-presidente vai reiterar o pedido para que o Supremo analise um habeas corpus que busca a nulidade do processo do tríplex no Guarujá (SP), pelo qual Lula está preso, alegando suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

O plenário do STF derrubou na noite de quinta-feira a possibilidade de iniciar a execução da pena de prisão após condenação em segunda instância, na maior derrota que a corte impôs à operação Lava Jato nos seus cinco anos.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade