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Moraes aponta irregularidades de Mendonça e pede investigação do colega no STF

3 set 2026 - 21h29
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Resumo
O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação contra o colega André Mendonça por suposta improbidade, abuso de autoridade e quebra de imparcialidade na condução de inquéritos, acusando-o de direcionar apurações contra ele e Davi Alcolumbre. A medida eleva a tensão na corte após Mendonça divulgar relatório da PF que implica Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin deu prazo de cinco dias para os envolvidos se manifestarem sobre o caso.

O ministro ‌Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu partir para o contra-ataque nesta quinta-feira e enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido para investigar o colega André Mendonça ao dizer que há "fortes ⁠indícios" da prática de atos de improbidade administrativa, ‌abuso de autoridade e crime de responsabilidade por uma indevida condução de investigações, com suposto direcionamento ‌de apurações contra o próprio Moraes ‌e outras autoridades.

Em uma inédita decisão tomada ⁠no inquérito das fake news, Moraes listou, com base em investigações da Polícia Federal, haver irregularidades na condução de Mendonça na relatoria dos inquéritos das operações que envolvem o Banco Master e desvios do ‌INSS.

Moraes disse que há "quebra de imparcialidade judicial e favorecimento ‌a determinados grupos ⁠políticos", citando ⁠ter havido usurpação na direção de investigações de autoridades policiais, ⁠condução irregular de ‌tratativas de eventual colaboração ‌premiada e direcionamento de determinados alvos para investigação por "motivos pessoais e políticos", citando ele próprio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Procurado por meio ⁠da assessoria, Mendonça não respondeu de imediato a pedido de comentário.

A decisão do relator do inquérito das fake news é mais um episódio na escalada de grave tensão ‌no Supremo dois dias após Mendonça ter divulgado um relatório feito pela PF, produzido a pedido dele, ⁠que implica ao longo de 218 páginas Moraes e outras autoridades em uma série de condutas com o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas próximas a ele.

O presidente do STF deu cinco dias de prazo para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues se manifestem sobre os pontos levantados no relatório divulgado por Mendonça na terça-feira.

Fachin ainda não tomou nenhuma decisão sobre o pedido de Moraes apresentado nesta quinta-feira.

(Edição de Alexandre Caverni)

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