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Marina volta a rebater tese de FHC de união do centro em torno de Alckmin

21 set 2018
16h43
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A candidata à Presidência da República pela Rede, Marina Silva, voltou a rebater a tese sugerida em carta pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de união dos candidatos de centro em torno de Geraldo Alckmin (PSDB).

Candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, faz campanha em São Paulo
08/09/2018
REUTERS/Nacho Doce
Candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, faz campanha em São Paulo 08/09/2018 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

Marina, que tenta colocar seu nome como uma alternativa viável entre os extremos, também voltou a bater na tecla que a eleição não pode se transformar em um plebiscito e que o eleitor não precisa pautar seu voto por pesquisas eleitorais.

"É um momento difícil da história do nosso país. E o Brasil não pode comprar a tese de que as pesquisas impõem um plebiscito ao cidadão brasileiro. A pesquisa é apenas um retrato de um momento. Ainda temos muito chão pela frente", disse a candidata em São Paulo, após encontro com representantes de grandes organizações ambientais.

"Fazer um apelo para que haja união e dizer que o figurino cabe no candidato do seu partido talvez não seja a melhor forma de falar em nome do Brasil", alfinetou Marina.

Na quinta-feira, o ex-presidente fez um apelo em carta para que os candidatos fora dos extremos políticos se unam em torno de um nome que tiver maiores chances de vencer a eleição de outubro, sem citar nominalmente um dos presidenciáveis.

Apesar de não mencionar um nome, Fernando Henrique disse que o candidato a unir o centro deveria ser "uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país".

Depois, em seu perfil no Twitter, afirmou que quem "veste o figurino" descrito é o tucano Alckmin. "Só que não se convida para um encontro dizendo 'só com este eu falo'", disse Fernando Henrique, que é presidente de honra do PSDB.

Nesta sexta, Marina garantiu que irá insistir na defesa do fim da "velha polarização".

"Em uma eleição em dois turnos, cada cidadão e cada cidadã vota no candidato que acredita, que recupera a confiança e a esperança", acrescentou.

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira apontou Bolsonaro na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto com 28 por cento de apoio, e Haddad com 16 por cento em empate técnico com Ciro, que registra 13 por cento. Alckmin apareceu com 9 por cento, e Marina tinha 7 por cento.

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