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Lula reverte tendência e vence eleições para um quarto mandato de presidente

Em uma reviravolta nas projeções, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições presidenciais e conquistou um quarto mandato. Com 100% das urnas apuradas, o petista obteve 64 milhões de votos, 51,7% do total de 124 milhões de votantes. Lideranças do PL anunciam que partido contestará o resultado.

25 out 2026 - 21h27
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Resumo
Lula reverteu as pesquisas e foi eleito para um quarto mandato presidencial contra Flávio Bolsonaro, que obteve 48,1% dos votos. O petista enfrentará um Congresso hostil, dominado pela bancada do PL, em meio a ameaças de contestação do resultado pela oposição. A eleição foi marcada por grave tensão e crise com o Judiciário após problemas no transporte público levarem STF e TSE a determinarem, de forma inédita e conturbada, a prorrogação por duas horas no fechamento das urnas pelo país.

Lúcia Müzell, enviada especial da RFi a São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve 48,1% dos votos. O resultado confirma a forte polarização política já vista no primeiro turno, antecipando um mandato difícil para Lula.

A partir de janeiro, o petista vai encontrar um Congresso ainda mais hostil: o PL conquistou a maioria bancada da Câmara e do Senado, com 121 deputados,

No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Os números consolidaram o candidato do PL como o favorito a vencer o pleito: nas pesquisas de intenções de voto entre os dois turnos, ele esteve sempre à frente, embora com margem apertada.

Antes mesmo da apuração completa das urnas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a campanha de Flávio poderia contestar o resultado. "Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado", escreveu ele no X.

Adiamento inédito do fim da votação

O segundo turno das eleições foi perturbado por denúncias de transtornos nos transportes públicos, atrapalhando o voto de eleitores e levando à prorrogação inédita do horário de fechamento das urnas, previsto para às 17h. Instantes antes deste horário, o ministro do STF Cristiano Zanin determinou que as seções que ainda não haviam fechado deveriam permanecer abertas por mais duas horas em todo o país. Na prática, a decisão não foi cumprida em diversos locais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia sido acionado mais cedo, não se posicionou até às 17h. Na sequência, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, confirmou a medida, ressaltando que as seções que já haviam encerrado não seriam reabertas. A situação aprofunda a crise de confiança no Judiciário que marcou toda a campanha.

Em todo o território nacional, os transportes devem ser gratuitos neste dia de votação e operar normalmente, com a mesma frequência de dias úteis, conforme determinação do TSE. Em São Paulo, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrou indignação e pediu a prolongação do horário de votação.

A menos de uma hora do fim do horário de votação, havia relatos de problemas em pelo menos 10 estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Paraíba. Grupos de carona solidária se formaram no WhatsApp para viabilizar o deslocamento de eleitores que ainda não tinham conseguido votar.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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