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Lula diz que papel de presidente não é chamar para confronto

Em referência ao presidente Jair Bolsonaro, líder petista comentou os atos convocados para o 7 de Setembro

6 set 2021 - 20h20
(atualizado às 20h30)
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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
12/08/2021
REUTERS/Carla Carniel
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 12/08/2021 REUTERS/Carla Carniel
Foto: Reuters

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 6, em pronunciamento sobre a Independência do Brasil, que o papel de um presidente da República é apresentar saídas para os problemas enfrentados pelo país, e não incitar o povo ao confronto e a fazer ataques às instituições, em referência ao presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro convocou apoiadores para atos em Brasília e São Paulo na terça-feira, por ocasião do feriado de 7 de Setembro, sob o mote da defesa das liberdades individuais. Na verdade, os protestos têm como principal objetivo fazer ataques e críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Ao invés de anunciar soluções para o país, o que ele (Bolsonaro) faz neste dia é chamar as pessoas para a confrontação. É convocar atos contra os Poderes da República, contra a democracia, que ele nunca respeitou. Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência", disse Lula em mensagem transmitida na noite desta segunda-feira em redes sociais.

"Definitivamente, não é isso que o Brasil espera de um presidente", acrescentou o ex-presidente, ao defender que o chefe do Poder Executivo tem de saber "somar forças" e garantir um clima de confiança no presente e no futuro.

Para Lula, era de se esperar uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas da covid-19, a apresentação de um plano de vacinação mais amplo, uma ação de combate ao desemprego, e políticas para a redução da inflação e do custo de vida.

"Especialmente neste 7 de Setembro de um ano tão difícil, era de se esperar um gesto assim de quem está governando o país", disse o petista.

"Era de se esperar dele um plano para gerar empregos, que desse um alento aos trabalhadores, que viesse dizer que a Petrobras vai voltar a vender gasolina pelo custo real e não mais pelo preço em dólar... que apresentasse medidas para baixar o preço dos alimentos, para garantir um mínimo de dignidade a quem está na fila do osso", acrescentou o ex-presidente, que lidera as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais de 2022.

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