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Brasil

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Lula diz que Brasil precisa cuidar de seu petróleo porque Trump está de olho nas riquezas minerais pelo mundo

18 set 2026 - 14h45
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Resumo
O presidente Lula afirmou que a Margem Equatorial pode ser um "novo pré-sal" com óleo de qualidade superior e defendeu a soberania nacional sobre os recursos minerais do país. Ele alertou para o interesse de Donald Trump em petróleo e terras raras pelo mundo, ressaltando a necessidade de pesados investimentos para proteger esses ativos. Além disso, o petista criticou a postura do líder norte-americano de classificar as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

O presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a margem equatorial brasileira tem potencial para ser um novo pré-sal e destacou que o Brasil precisa cuidar de suas riquezas minerais porque o ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já demonstrou ‌interesse claro nesse tipo de ativo.

Segundo Lula, o óleo da margem equatorial "parece ser de mais ‌qualidade" que o do pré-sal.

A Petrobras ‌anunciou recentemente a descoberta de óleo no ⁠campo de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, na margem equatorial brasileira. A empresa já obteve licença do Ibama para ampliar a campanha exploratória em outros poços próximos ‌a Morpho.

O pré-sal produz um óleo de alta ‌qualidade, reconhecido internacionalmente, ⁠além de ⁠responder por grande parte da produção nacional de petróleo e ⁠gás.

"Lá há petróleo... ‌possivelmente o novo pré-sal. ‌Parece ser de mais qualidade", disse Lula em uma base da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro.

O presidente destacou que o Brasil ⁠precisa cuidar dessa e de outras riquezas, ainda mais diante do interesse de Trump em insumos estratégicos.

"O Trump está atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras. Não, ‌isso aqui é nosso", afirmou Lula, sob aplausos da plateia, formada majoritariamente por agentes de segurança.

Lula ⁠acrescentou que o governo precisará fazer pesados investimentos para garantir a soberania sobre essas riquezas em um país de dimensões continentais como o Brasil.

O mandatário voltou a criticar Trump e o governo dos Estados Unidos, que classificam facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

"Não aceito a ideia de que as facções de bandidos são terroristas, como diz o Trump. Quando ele fala em terrorismo, fala em termos de Estado", declarou o petista.

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