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Lula admite que esperava vencer em 1º turno e liga Flávio ao crime organizado

'Acabamos de ter uma lição da democracia', afirmou o presidente em São Paulo

4 out 2026 - 22h05
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Resumo
Após ficar em segundo lugar na disputa presidencial com 45,10% dos votos, atrás de Flávio Bolsonaro (47,08%), Lula admitiu que esperava vencer no primeiro turno e chamou o resultado de lição da democracia. Em discurso confiante para o segundo turno, o petista atacou o adversário, acusando-o de ligação com o crime organizado, milícias e fraudes financeiras. Para reverter a desvantagem de 2,4 milhões de votos, Lula faturou como estratégia principal a mobilização dos mais de 33 milhões de abstenções.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu neste domingo (4) que esperava vencer as eleições para o Palácio do Planalto já no primeiro turno, porém disse que recebeu uma "lição da democracia" e acusou seu rival Flávio Bolsonaro (PL) de ter ligações com o crime organizado e o escândalo no Banco Master.

    Em discurso para apoiadores em um hotel de São Paulo, o petista evitou mostrar desânimo por chegar ao segundo turno atrás do senador e garantiu que as próximas três semanas serão uma nova disputa.

    "Nós acabamos de ter uma lição da democracia no Brasil, com a votação do povo brasileiro", afirmou Lula, que tenta chegar a seu quarto mandato presidencial.

    "Eu estava convencido que ia ganhar no primeiro turno, mas também já pensei isso outras vezes. A gente tem o segundo turno, que é a prova dos nove, é a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil que a gente quer. Então, a partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha em que a gente vai poder mostrar a diferença entre as propostas para o Brasil", acrescentou.

    O presidente também lançou críticas contra Flávio, a quem acusou de ter "relação com milicianos, com o crime organizado e com assassinatos no Rio de Janeiro", bem como de ter envolvimento com o escândalo no Banco Master, "que resultou na maior corrupção e na maior orgia envolvendo autoridades deste país".

    "Estamos na prorrogação, e na prorrogação vamos convencer o povo brasileiro", prometeu o petista, recebendo aplausos de seus apoiadores. No discurso, Lula também deu o tom de qual deve ser a estratégia de sua campanha: atrair o voto dos que não foram às urnas, um contingente de mais de 33 milhões de pessoas.

    "Vou fazer um apelo para mostrar que o voto é necessário para definir o futuro deste país. Ninguém mais do que nós pode oferecer um futuro para a sociedade brasileira", salientou.

    Com 99,75% das urnas apuradas, Flávio tem 47,08% dos votos, contra 45,10% de Lula. Os dois estão separados por cerca de 2,4 milhões de votos. .

Ansa - Brasil
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