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Greve de garis prejudica limpeza em 130 cidades de São Paulo

Paralisação entra no seu terceiro dia; segundo trabalhadores, decisão judicial que determina manutenção de 70% dos serviços está sendo cumprida

25 mar 2015 - 16h10
(atualizado às 16h28)
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No terceiro dia de greve dos garis no Estado de São Paulo, os 130 municípios afetados pela paralisação têm buscado alternativas para manter o nível essencial dos serviços.

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Rua na cidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista, recebe lixo acumulado nesta quarta-feira (25) no terceiro dia da greve de garis
Foto: Daniel Sobral / Futura Press

O Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo (Selur), que representa as concessionárias prestadoras do serviço, informa que o movimento tem mais adesão nas cidades maiores, em especial no Grande ABC.

A Federação de Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco) diz que 30 mil garis aderiram à greve.

Em alguns municípios, as prefeituras relatam que os grevistas têm hostilizado os funcionários que fazem o serviço de contingência. Em Santo André (ABC), os coletores deixaram o aterro municipal sob escolta policial nesta quarta-feira. No entanto, segundo o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental da cidade (Semasa), como a Polícia Militar não poderia acompanhar os trabalhadores em todo o trajeto, eles acabaram retornando sem recolher o lixo.

A Semasa informou ainda que mantém 49 funcionários para fazer a coleta de lixo, com prioridade para as ruas onde ocorrem feiras livres. A Prefeitura de São Caetano (ABC) tem atuado de maneira semelhante, mas reconhece que não tem conseguido manter a frequência normal dos serviços.

Em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, a prefeitura relatou ações dos grevistas contra o trabalho emergencial. Porém, não chegou a ser solicitada escolta policial. De acordo com a administração municipal, os trabalhadores que aderiram ao movimento têm barrado a entrada de caminhões no aterro da cidade.

Em Itanhaém, na Baixada Santista, a prefeitura reclama do descumprimento da decisão judicial que determinou a manutenção de 70% dos serviços de limpeza e coleta de lixo. “O único serviço de limpeza e coleta que vem sendo feito pela empresa contratada é o de coleta de resíduos da (área de) saúde”, ressalta a administração municipal, que tem tentado manter parte dos serviços, com foco nos locais com maior fluxo de pessoas e feiras livres.

Os caminhões foram impedidos de sair da base operacional em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo a prefeitura, os grevistas também bloquearam a saída dos funcionários que prestam serviço para a Secretaria de Obras do município. Por isso, a secretaria está pedindo à população para armazenar o lixo até que a coleta seja restabelecida.

A liminar obtida pelas empresas está sendo respeitada em Osasco e Itapevi, ambos na zona oeste da região metropolitana. A Prefeitura de Osasco informou que a coleta na cidade está sendo complementada por servidores da Secretaria Municipal de Serviços e Obras.

Em Araçatuba, no interior do Estado, a prefeitura informou que acompanha o movimento de paralisação, de modo a garantir que a concessionária mantenha 70% dos serviços, como estipulado pela Justiça. Em Paulínia, também no interior, o Selur destaca que a decisão judicial não está sendo cumprida.

Outro lado

Apesar dos relatos, a Femaco afirma, em nota, que os trabalhadores estão cumprindo a decisão da Justiça. A categoria reivindica reajuste de 11,73%. Após audiência de conciliação, realizada ontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), as empresas aumentaram a oferta de 6,5% para 7,68% de reajuste. O encontro acabou sem acordo, e não há previsão para nova rodada de negociação.

O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, disse que a representação patronal fará hoje uma avaliação da greve para decidir os próximos passos.

Agência Brasil Agência Brasil
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