Greenpeace vê reeleição de Lula como reforço à proteção da Amazônia
Organização destacou fortalecimento da democracia e do combate à crise climática
O Greenpeace Brasil avaliou a reeleição de Lula como um reforço crucial à democracia, à defesa da Amazônia e ao combate à crise climática global. A diretora Carolina Pasquali celebrou a mobilização social, mas alertou para desafios futuros diante do avanço da extrema-direita no Congresso. A entidade destacou que seguirá vigilante, ao lado de povos indígenas e movimentos sociais, cobrando ações efetivas de proteção ambiental e uma transição energética justa nos próximos quatro anos.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebida pelo Greenpeace Brasil como um sinal de fortalecimento da democracia e de compromisso com a proteção da Amazônia e o combate à crise climática.
Em declaração divulgada nesta segunda-feira (26), a diretora executiva da organização, Carolina Pasquali, afirmou que o resultado tem importância para o mundo inteiro.
Segundo ela, a vitória também aproxima o Brasil de governos que reconhecem os riscos que as grandes empresas de tecnologia podem representar para a soberania nacional e os processos eleitorais.
"Esse resultado demonstra que o poder está nas mãos das pessoas que se organizam e lutam", declarou a dirigente, ao destacar a mobilização popular durante o processo eleitoral.
Pasquali também ressaltou a importância da participação de jovens, movimentos sociais e defensores do meio ambiente. Para ela, a esperança foi um dos principais legados da campanha, após três semanas de intensa disputa política.
"O que fica deste processo eleitoral é a esperança ? esperança depositada nos jovens, nas praças públicas e em todos aqueles que defendem a vida", enfatizou.
Apesar da avaliação positiva sobre a reeleição, o Greenpeace alertou para os desafios que o governo deverá enfrentar nos próximos quatro anos.
A organização manifestou preocupação com o crescimento da extrema-direita no Congresso Nacional e com a presença de parlamentares que, segundo a entidade, negam as mudanças climáticas ou se opõem à proteção ambiental.
"Essa mobilização popular será fundamental nos próximos quatro anos para evitar a erosão de direitos e retrocessos irreversíveis na pauta ambiental", afirmou.
O Greenpeace Brasil reiterou ainda que continuará atuando ao lado dos povos indígenas, das comunidades tradicionais, dos movimentos sociais e de grupos marginalizados, especialmente daqueles que sofrem os impactos mais severos da crise climática.
Por fim, anunciou que continuará monitorando as ações do governo federal e cobrando medidas efetivas para a proteção ambiental e a promoção de uma transição energética justa.
De acordo com Pasquali, o diálogo e a ação coletiva devem orientar a construção de políticas públicas, com participação ativa da sociedade civil e fortalecimento dos espaços democráticos.
"A proteção ambiental deve ser um pré-requisito indispensável para a construção de um Brasil melhor e de um mundo melhor", concluiu a diretora executiva do Greenpeace Brasil.
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